Províncias

Criado projecto de vulgarização da pesca

Manuel Fontoura | Ndalatando

O chefe de Departamento Provincial das Pescas no Cuanza Norte garantiu que vai continuar a ser dada atenção especial a todos os projectos de Vulgarização de Técnicas Pós-Capturas do Pescado, desenvolvido na lagoa do Ngolome, e de larvicultura do Mucoso.

Pescadores da região preocupados com a falta de locais para adquirirem utensilios de trabalho
Fotografia: José Chaves

Patrício Constantino declarou ainda que vão ser redobrados os esforços para o fomento da piscicultura comunal em toda a província.
Também referiu estar previsto um programa de acompanhamento da construção de tanques para a piscicultura comunal, actualização dos dados estatísticos sobre o número de pescadores na região, bem como a constituição de “uma cooperativa modelo”.
Além disso, afirmou o responsável, vão realizar-se acções de formação de piscicultores, constituírem-se grupos de amostradores nas demais lagoas e fazer o levantamento de todas áreas potencialmente úteis para a prática da piscicultura.
“Pretendemos incentivar o uso e prática de outras artes de pesca, elaborar projectos de piscicultura e actualizar o número de pescadores, embarcações e cooperativas”, disse.
O Cuanza Norte tem 32 lagoas, localizadas nos municípios de Cambambe, Banga, Samba Cajú, Lucala e Golungo Alto, que são potenciais áreas de pesca. A província tem 24 cooperativas do sector, 168 pescadores associados, 81 piscicultores, com 15 tanques, e 60 embarcações. No ano passado registou a captura de 26.046 quilos de cacusso e 206 de bagre.
O lançamento em 2013 do Projecto Vulgarização de Técnicas Pós-Captura de Pescado, orçado em mais de 39 milhões de kwanzas, na comuna de Massangano e na localidade da lagoa do Ngolome, é resultado de um financiamento da FAO.
O seu objectivo é responder a uma solicitação do Ministério das Pescas, após um levantamento feito junto de pescadores e mulheres transformadoras do pescado da comunidade da lagoa do Ngolome.
O projecto, destinado a cerca de três mil famílias, contempla três eixos principais: apoios em instrumentos de trabalho, construção de uma infra-estrura para a formação dos pescadores e das mulheres processadoras e apoio institucional. O chefe de Departamento Provincial das Pescas, Patrício Constantino, disse ainda que com este projecto, o Cuanza Norte pretende melhorar os níveis de produção e de rendimento dos pescadores e das famílias.
 A falta de mercado para aquisição de materiais de trabalho, o número insuficiente de embarcações,  assim com o fraco escoamento do pescado para venda e precárias vias de acesso são as principais dificuldades do sector no Cuanza Norte .
Os pescadores da zona afirmaram que com a abertura da via de Quicoma/Cassualala, numa extensão de 26 quilómetros, fica facilitado o escoamento e a comercialização.

Tempo

Multimédia