Províncias

Criadores de arte com dificuldades por falta de dinheiro

Manuel Fontoura | Ndalatando

Muitas pessoas que se dedicam a pequenos ofícios na cidade de Ndalatando encontram, actualmente, várias dificuldades no desenvolvimento das suas actividades por falta de valores financeiros para sustentar a produção, disse ontem o membro da cooperativa Marien Nguabi, Infeliz José, sapateiro desde 1974.

Infeliz José lamenta o facto de ele e os companheiros não terem meios para dinamizar a actividade, pois o material existente é insuficiente e adquirido a preços altos.
A cooperativa, composta por alfaiates, artesãos, sapateiros, barbeiros, técnicos de informática e rádio, congrega cerca de duas centenas de membros.
Infeliz José disse que a cooperativa solicitou crédito ao BPC há mais de um ano, mas até agora não houve resultado. “Pretendemos, pelo menos, o equivalente a 10 mil dólares para alavancar a actividade”, disse o artesão. Este valor iria permitir não só remendar, mas também fabricar sapatos.
A falta de apoio financeiro, disse Infeliz José, impossibilita a compra de solas e de borracha, capas, cabedal com diferentes cores e qualidades, fivelas, botões, vazadores, pé-de-ferro e furadores para os cintos, bem como protectores de sapatos. O material é na maioria adquirido em Luanda a preços altos.
Apesar das dificuldades, os cinco mestres da sapataria conseguem coser, colar, colocar novas solas ou mesmo furar um cinto.

Tempo

Multimédia