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Cruz Vermelha de Angola alarga os seus serviços

Marcelo Manuel | Ndalatando

A delegação da Cruz Vermelha de Angola (CVA), no Kwanza-Norte, está a envidar esforços para que, durante o triénio 2011/ 2014 consiga expandir os seus serviços aos dez municípios desta província e regularizar a situação de integração laboral do seu efectivo.

Delegado provincial da Cruz Vermelha
Fotografia: Marcelo Manuel

A delegação da Cruz Vermelha de Angola (CVA), no Kwanza-Norte, está a envidar esforços para que, durante o triénio 2011/ 2014 consiga expandir os seus serviços aos dez municípios desta província e regularizar a situação de integração laboral do seu efectivo.
O delegado local da CVA, Salvador Zumba, disse na quinta-feira que, neste período, a instituição pretende igualmente dinamizar os programas para a angariação de fundos.
Além destes projectos, aquela organização filantrópica vai dar prioridade à reactivação e divulgação das várias acções humanitárias do sector, através dos órgãos de comunicação social, nomeadamente rádios, televisão, jornais e agência de notícias, no sentido de generalizar as informações de sensibilização e pedagógicas no seio da população.
A implementação dos serviços de primeiros socorros através de assistência técnica e transporte dos doentes em ambulâncias também consta dos planos.
Segundo Salvador Zumba, tal projecto vai ser reforçado através da reabilitação dos quatro postos de saúde da Cruz Vermelha situados nos municípios de Cazengo, Cambambe, Banga e Bolongongo, o que, em sua opinião, pode ajudar na dinamização dos programas de luta contra a Sida, saneamento básico e consultas de puericultura.
O responsável disse que acções para se controlar o número exacto de órfãos vítimas do VIH/Sida, a formação e reciclagem dos efectivos e colaboradores, bem como a reactivação do programa de localização familiar e recrutamento de sócios e contribuintes são outras acções para o programa trienal.

Mais acções na saúde

A delegação provincial da CVA realizou ainda, durante o ano em curso, um total de 357.547 vacinações contra enfermidades correntes, 27.442 consultas de segmentos na área de puericultura, bem como a distribuição de 72.509 preservativos masculinos, afirmou o responsável local.
As acções da instituição abrangeram igualmente a luta contra a malária e acidentes com minas, tendo procedido à distribuição de mais de 500 mosquiteiros impregnados e à realização de 270 palestras.
O projecto a nível da malária orçou em 97.200 dólares, financiados pela Organização Não-Governamental “Visão Mundial”, verbas que Salvador Zumba considera insuficientes, tendo em conta que a instituição tem de pagar estímulos a alguns dos 60 trabalhadores eventuais.
A CVA efectuou ainda o pagamento de propinas escolares na ordem dos 380 mil kwanzas para um total de 560 crianças órfãs dos municípios de Cazengo e Cambambe, cujos pais foram vítimas da sida. Este dinheiro foi financiado pela Cruz Vermelha Internacional.

Doação de sangue

Quanto à doação de sangue, o responsável frisou que o número de dadores tem baixado significativamente por falta de incentivos. Actualmente, a CVA controla 578 doadores quando, em 1992, registava 1.382.
No ano passado, os doadores tinham direito a algumas condições, visto receberem açúcar, frango, leite e carne vermelha, que eram custeados pelo Estado, o que permitia que eles fizessem doações regulares, tão logo fossem chamados. Este processo paralisou em 1992, em consequência da guerra.
Salvador Zumba sublinhou que é sua pretensão traçar um projecto semelhante e remete-lo ao governo provincial, no sentido de se reactivar o processo de doação sanguínea de forma massiva, para que possa diminuir a carência deste produto a nível das unidades sanitárias da província.

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