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Cuanza Norte aposta forte no repovoamento florestal

Marcelo Manuel| Ndalatando

A criação e distribuição de 10.926 mudas de plantas ornamentais e florestais, bem como a emissão de cinco licenças equivalentes a 2.250 metros cúbicos de madeira em toros, de Janeiro a Outubro, constam das principais realizações do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF) no Cuanza Norte, disse ontem o chefe de departamento do IDF na província.

Chefe do departamento do Instituto Florestal
Fotografia: Nilo Mateus| Ndalatando

Guilherme da Costa disse que o IDF plantou 58 árvores na periferia da escola florestal do município do Lucala e distribui 6.000 acácias rubras e 868 eucaliptos, no quadro do programa de arborização da cidade de Ndalatando e bairros periféricos das vilas de Lucala, Samba Cajú e Dondo. “Colhemos 15 quilogramas de sementes diversas para além da produção de outras 4.000 mudas de plantas de várias espécies a nível do município de Lucala”, disse Guilherme da Costa.
O chefe de departamento do IDF na província do Cuanza Norte disse que o anterior centro de multiplicação de plantas foi transferido para Lucala, devido à instalação de uma nave convencional para o fomento, onde, de igual modo, foi aberto um furo hertziano.
Em relação à exploração de madeira em tosro, o responsável afirmou que, de Janeiro a Outubro, foram licenciadas cinco empresas com capacidade de exploração equivalente a 2.250 metros cúbicos. No mesmo período, 2.787 metros cúbicos de madeira foram comercializados, além de 1.458 toneladas de carvão vegetal.
Sobre a fiscalização da flora e fauna, Guilherme da Costa adiantou que no mesmo período foram aplicadas 27 multas, tendo apontado a falta de fiscais como o factor crucial para o aumento de acções invasivas a este sector.
A falta de consciência ambiental dos caçadores furtivos, em detrimento da criação de animais de pequeno porte para alimentação e venda, também concorre para os atentados à flora e fauna.
Guilherme da Costa disse que animais como a onça, macaco castanho, cabra de leque, jibóia, elefante, jacaré, pacaça e porco-espinho estão em vias de extinção. Outros são o veado, sacha, macaco, paca, javali, perdiz e rola.

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