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Defendida maior atenção aos cegos

O representante da Associação Nacional dos Cegos e Amblíopes de Angola (ANCAA) no Cuanza Norte defendeu ontem em Ndalatando a necessidade da promoção de políticas que garantam mais inclusão e integração social das pessoas portadoras de deficiência visual.

Cegos do Cuanza Norte esperam por mais oportunidades das autoridades locais
Fotografia: Nilo Mateus | Ndalatando

Domingos Afonso Sebastião defendeu a importância  do incremento de acções que promovam mais oportunidades de formação académica para este grupo, bem como actividades que garantam a contínua conquista da sua auto estima, de modos a evitar que continuem a viver na mendicidade.
O representante da Associação Nacional dos Cegos e Amblíopes de Angola (ANCAA) no Cuanza Norte Esclareceu que a organização que controla actualmente 25 associados, somente no município de Cazengo, tem direccionadas as suas acções no enquadramento de mais membros, assim como na sua sensibilização para frequentarem aulas de alfabetização e na escola de ensino para pessoas com necessidades educativas especiais.
Segundo o responsável, a falta de recursos financeiros aliada as dificuldades de acesso aos municípios do interior da província  tem  condicionado a expansão das actividades da ANCAA as demais regiões do Cuanza Norte.
“A nossa associação começou a funcionar legalmente em Outubro de 2014, estamos numa fase embrionária voltada ao cadastramento das pessoas portadoras de deficiência visual, apesar de ser ainda inclusivo, estimamos que existam entre 20 a 25 cegos em cada município da província”, referiu.
Domingos Sebastião, que é igualmente professor na escola do ensino especial, salientou que tem também participado em vários fóruns nacionais onde é convidado a apresentar o seu testemunho de vida, que tem servido de encorajamento para as demais pessoas que vivem o mesmo drama que o seu.
 Domingos Sebastião lamentou o facto de ainda assistir-se na província do Cuanza Norte casos de discriminação, violência moral e física, tanto na família como na comunidade contra pessoas que integram esta franja da sociedade.
Para combater estas práticas, disse Domingos Sebastião, a ANCAA implementou o projecto de alfabetização, com o objectivo de consciencializar estas pessoas sobre os seus direitos e a consequente inserção na sociedade.

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