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Defesa do Consumidor detecta irregularidades

Marcelo ManueL | Ndalatando

A directora do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (INADEC), Elsa Barber, afirmou segunda-feira, em Ndalatando, Kwanza-Norte, que as principais infracções registadas em estabelecimentos comerciais nacionais são a venda de produtos com prazo de consumo expirado.

A directora do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (INADEC), Elsa Barber, afirmou segunda-feira, em Ndalatando, Kwanza-Norte, que as principais infracções registadas em estabelecimentos comerciais nacionais são a venda de produtos com prazo de consumo expirado, a sua má qualidade e conservação, principalmente os de carácter alimentar e medicamentoso, bem como a legenda dos seus rótulos em línguas estrangeiras.
A responsável, que se deslocou ao Kwanza-Norte para visita de constatação e orientação sobre a dinamização da expansão dos serviços aos municípios do interior da província, disse igualmente que a falta de higiene em algumas unidades hoteleiras é outra situação que preocupa a instituição.
A expansão do INADEC, segundo a sua directora, vai contar com o apoio do governo local na mobilização de meios técnicos e humanos. A integração de novos funcionários vai ser de forma directa, mediante a arrecadação de receitas do sector nos próximos meses, em função deste ser um órgão público, mas que depende do seu auto funcionamento para aquisição de valores financeiros.
“Pretendemos dinamizar o sector de forma que a todos os níveis possa ser um órgão que corresponda às expectativas do consumidor nacional, para que este possa interagir com o INADEC, no sentido de denunciarem as irregularidades”, concluiu.
No que toca ao controlo da qualidade dos produtos, frisou que o efectivo do Kwanza-Norte tem trabalhado de forma responsável, enviando mensalmente os resultados das inspecções realizadas a nível dos vários mercados para Luanda, o que tem persuadido alguns agentes comerciais a mudarem de postura no que diz respeito ao tratamento das mercadorias.
Sublinhou que em caso de dúvidas, em relação a qualidade de um certo produto comercial, os técnicos da província enviam o material para Luanda, de forma a ser analisado em laboratórios.
Avançou que o país se depara com falta gritante de laboratórios para o estudo da qualidade dos produtos comerciais, avançando que a situação está a merecer a atenção do Ministério do Comércio e do Governo de Angola em geral, que projectam a construção de um laboratório de índole nacional nos próximos tempos, em Luanda.
Elsa Barber afirmou também que o INADEC trabalha no sentido na educação das crianças sobre o funcionamento dos bancos, para  transmitir-lhes o espírito de poupança. 
Pretende-se ainda implementar um programa nacional de educação financeira   para dotar os gestores comunitários de conhecimentos de gestão administrativa e estudos de mercado e fiscalização, disse a directora do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor.

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