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Desmobilizados no Kwanza-Norte integrados em projectos agrícolas

André Brandão | Ndalatando

Ex-militares das FAPLA (Forças Armadas Populares de Libertação de Angola), integrados em associações agrícolas, no Kwanza-Norte, estão a contribuir positivamente para o crescimento socioeconómico da província.

Ex-militares das FAPLA (Forças Armadas Populares de Libertação de Angola), integrados em associações agrícolas, no Kwanza-Norte, estão a contribuir positivamente para o crescimento socioeconómico da província, com a produção de mandioca, milho, jinguba, feijão, batata-rena e cebola.
Botelho Diogo, delegado provincial da Ascofa - Associação dos Ex-militares das FAPLA, disse que os associados produziram seis toneladas de bombó.
A Ascofa conta com cerca de quatro mil associados, dos quais 1.570 são camponeses, 600 pedreiros e 200 carpinteiros.
O delegado provincial da Ascofa pede o apoio do Governo para implementação dos projectos da associação, que visam a abertura de outros serviços ligados à área de construção civil.
O município de Cazengo tem 400 associados, na localidade de Camoma, distribuídos em três projectos, acrescentou. Nos primeiros projectos produz-se mandioca e batata-doce, numa área de 14 e cinco hectares mecanizados.
No terceiro projecto, nas imediações da ponte do Saia (rio Lucala), a 20 quilómetros da localidade do Camuaxi, produzem-se batata rena, cebola, milho, ginguba, couve, repolho, pimenta e óleo de palma.
Botelho Diogo disse que a Ascofa gasta cerca de 40 mil kwanzas em transporte, combustível e alimentação para os trabalhadores.
O delegado da Ascofa diz que a associação precisa de financiamento para a implementação de outros  projectos.
Durante o ano em curso, por falta de financiamento, acrescentou, só foram cultivados, no perímetro agrícola do Cazengo, 27 hectares, dos 650 projectados.

Projecto pecuário

A Ascofa está também ligada à criação de gado caprino e suíno, na área do “Camoma um”, e prevê, no próximo ano, a pastagem do gado bovino, nas localidades do “Saia”, nas margens do rio Lucala. Botelho Diogo garante que foram feitos contactos com criadores das províncias de Benguela e Kwanza-Sul, para a aquisição de animais.
 O director provincial do Instituto de Reintegração  Social de Ex-militares, José Alberto Norte, louvou a iniciativa da Ascofa, pois ajuda a melhorar o nível de vida dos desmobilizados.
O chefe de produção da “Camoma um”, Francisco Ngongo Nhanga, avançou que a sua associação é constituída por oito elementos, que produzem mandioca e batata-doce, numa área de dois hectares. Para ele, os trabalhos vão a bom ritmo, embora ainda existam dificuldades na aquisição de sementes e kits de trabalho, como catanas, limas, enxadas, pás e machados.
Isabel Domingas, camponesa da associação da “Camoma um”, é de opinião que o governo deve olhar mais para as questões de transporte e meios de trabalho, para que tudo melhore nos próximos anos.
A Ascofa é uma associação criada em 2001 e começou as suas actividades agrícolas na província do Kwanza-Norte em meados de Junho de 2008.

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