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Distribuição de água tem nova dinâmica

Manuel Fontoura | Ndalatando

A distribuição de água à cidade de Ndatalando vai conhecer grandes melhorias, nos próximos tempos, com a elaboração do plano director de abastecimento, que prevê a construção de infra-estruturas.

Custos operacionais do serviço de abastecimento de água passam a ser suportadas pelos consumidores e não pelo Estado
Fotografia: João Gomes

Dentro do plano director de abastecimento de água consta  o projecto de construção de uma estação de tratamento, novos reservatórios, tendo em conta a nova estação de captação no rio Lucala, o que vai, em primeira instância, duplicar a capacidade de produção.
O director nacional da Água, Lucrécio Costa, informou  que os documentos do concurso público estão em fase final de aprimoramento e, no quadro do exercício orçamental do próximo ano, é lançado em breve.
Além do plano director, Lucrécio Costa disse que os estudos, iniciados há dois anos, para reforçar o caudal de água do rio Mucari, por via da extracção subterrânea, estão igualmente em fase de conclusão.
Lucrécio Costa falava, em Ndalatando, durante a apresentação dos membros do conselho de administração da Empresa Nacional de Águas do Cuanza Norte que vai fazer a gestão do sistema de abastecimento de água e saneamento, numa cerimónia que contou com as presenças dos vice-governadores provinciais José Alberto Kipungo, Manuel de Breu e Erlindo Lidador.
O conselho de administração é constituído por Agostinho Estêvão Feliciano (presidente), Xavier Augusto (administrador para a área técnica) e Estêvão Julieta Miguel (administrador para a área administrativa e financeira).
 Lucrécio Costa considerou que com a apresentação dos responsáveis da Empresa Nacional de Águas do Cuanza Norte a nova organização vai conseguir um sistema de distribuição de água eficaz com mais horas de funcionamento e menos rupturas.
Lucrécio Costa referiu que “até aqui estávamos condenados a trabalhar em défice e vamos começar a inverter a situação, dotando a cidade de mais água”, afirmou.
O director nacional salientou ainda que com o princípio utilizador/pagador, cada um paga pelo consumo de água, para que a sustentabilidade operacional do sistema seja uma realidade. O crescimento populacional de Ndalatando causou um aumento de consumidores e as capacidades da represa do rio Mucari, que debita 90 litros de água por segundo, são insuficientes.
Em Ambaca, Ngonguembo e Dange ya Menha, decorrem obras de sistemas de captação, tratamento e distribuição de água potável.
O município do Lucala, dentro dos próximos dois anos, vai ter ampliado o sistema de água.
Em relação à distribuição o foco principal é a cidade de Ndalatando, onde, neste momento, decorrem obras, com a finalidade de estender a rede de distribuição, a construção e o registo das milhares de ligações. “É um trabalho que vai ser levada a cabo pela Empresa Nacional de Águas do Cuanza Norte, que vai ser dotada de uma base de dados de clientes, para poder fazer as cobranças”, referiu.
Os custos operacionais do serviço de abastecimento de água à cidade de Ndalatando têm de ser suportados pelos  consumidores e não pelos cofres do Estado.

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