Províncias

Doentes tuberculosos com falta de sanatórios

Marcelo Manuel | Ndalatando

A província do Kwanza-Norte precisa urgentemente de um hospital sanatório para que as centenas de casos de tuberculose passem a ser tratados da forma mais eficaz, afirmou no sábado o supervisor local do Programa de Combate à doença.

Pacientes carecem de melhor assistência
Fotografia: Jornal de Angola

A província do Kwanza-Norte precisa urgentemente de um hospital sanatório para que as centenas de casos de tuberculose passem a ser tratados da forma mais eficaz, afirmou no sábado o supervisor local do Programa de Combate à doença.
Barros Pegado, que falava em alusão ao 24 de Março, Dia Mundial de Combate à Tuberculose, referiu que, nos últimos três anos, a doença causou a morte de 100 pessoas, num total de três mil doentes.
O supervisor provincial frisou que a situação de carência de unidades apropriadas para tratamento da doença se estende a todos os municípios da província. No caso particular de Ndalatando, os doentes são tratados numa sala com sete camas, insuficientes para dar resposta às necessidades.
Na zona do Quilómetro 11, a leste de Ndalatando, existe um imóvel inacabado, cujas obras estão paralisadas há mais de sete anos. Barros Pegado salientou que para fazer face à situação da doença a nível da província, é necessário que sejam criados centros específicos nos municípios, com pelo menos 20 camas cada e laboratórios.
O responsável sanitário disse que o programa de combate à tuberculose está a ser incrementado em sete dos dez municípios da província, perfazendo uma cobertura na ordem dos 70 por cento.

Formação de quadros

Os trabalhos são executados por 75 enfermeiros, prevendo-se ainda, para este ano, a formação de mais 30 técnicos de laboratório.
O supervisor provincial sublinhou que, no ano passado, foram notificadas 885 pessoas a nível das unidades sanitárias da província do Kwanza-Norte, menos 150 em relação ao período anterior.
Entre elas, 520 acusaram positivo e 37 resultaram em óbito. Pelo menos 388 destes 520 pacientes ainda se encontram em tratamento. Este ano, já foram diagnosticados 151 novos casos.

Conhecer a doença

Os sintomas mais comuns da doença são a tosse por mais de três semanas, emagrecimento progressivo, dor no tórax, dispneia (dificuldades em respirar), suores nocturnos, febre moderada e, nos casos avançados, escarros com sangue.
O tratamento da doença é feito durante um período de seis meses, para crianças, e oito, em adultos. As drogas usadas são a combinação de rifa, isonizida, pirosinamida e temptol.
As causas mais comuns para o surgimento da doença estão, na sua maioria, relacionadas com a má nutrição, consumo excessivo de álcool e tabaco e doenças crónicas, como a diabetes.

Tempo

Multimédia