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Educação e saúde com falta de quadros

Marcelo Manuel | Cambambe

As autoridades municipais de Cambambe, no Kwanza-Norte, estão preocupadas com a existência de um número considerável de escolas construídas com adobe e com a falta de técnicos de saúde.

Falta de salas compromete aulas e muitas crianças não têm acesso ao ensino
Fotografia: Jornal de Angola

O administrador municipal, Francisco Diogo, considerou preocupante a situação e promete alterá-la, assim que forem criadas as condições para o efeito. 
As zonas mais críticas são as de Nhanga Ya Pepe, São Pedro da Quilemba, Tubi, Cassequele, Lagoa do Ngolome, Canguemo e Calengue. “Vamos procurar reconstruir as escolas de forma paulatina”, garantiu, admitindo que o orçamento do Fundo de Investimentos Públicos de 2014 vai permitir requalificar alguns estabelecimentos de ensino.
Além do da falta de salas, o sector da Educação tem falta de professores, tendo em conta a fuga de muitos quadros que, em função do concurso público, foram seleccionados na região.
“Muitos dos professores seleccionados para o município de Cambambe acabam por desistir sem dar qualquer justificação, daí a carência de professores que temos registado em algumas escolas. Portanto, são situações a ter em conta e, nos próximos concursos público, vamos estar mais atentos a estes casos”, prometeu.
Francisco Diogo considera que os concursos públicos e a selecção do pessoal devem ser de responsabilidade local, para evitar que os professores abandonem as suas áreas de origem para dar aulas noutras.
Neste ano lectivo, foram matriculados alunos da iniciação ao ensino médio, mas existem ainda crianças, em zonas consideradas de pouca aglomeração populacional, fora do sistema normal de ensino, uma situação que também preocupa as entidades locais. O município possui 153 salas.

Falta de enfermeiros

 
Outro problema referido pelo administrador é a falta de enfermeiros para cobrir as dezenas de unidades sanitárias existentes da circunscrição.
A situação, de acordo com Francisco Diogo, está a obrigar que cada um dos enfermeiros trabalhe em três unidades diferentes, o que dificulta o plano de cobertura sanitária das zonas visadas, como as comunas de Massangano, Zanza do Itombe e São Pedro da Quilemba.
O Hospital Municipal está a ser reabilitado e a primeira fase inclui a vedação do imóvel com muros de carácter definitivo e a segunda a reparação do tecto, rede de esgotos, paredes e chão.
O município conta com 17 médicos. Neste momento, a unidade sanitária de maior referência em funcionamento é o centro municipal de saúde, inaugurado há dois anos pelo ministrado da Saúde, José Van-Dúnem, e presta serviços de clínica geral, ortopedia, ginecologia, estomatologia, laboratório e maternidade.

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