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Elefantes continuam a devastar as lavras

Marcelo Manuel | Bindo

Os elefantes continuam a devastar, desde há meses, várias culturas, no Bindo, Kwanza-Norte e estam, ontem, a cerca de cem metros da administração comunal.

Camponeses não encontram solução
Fotografia: DR

Os elefantes continuam a devastar, desde há meses, várias culturas, no Bindo, Kwanza-Norte e estam, ontem, a cerca de cem metros da administração comunal.
Os animais tinham destruído, até à semana passada, cem lavras de mandioca e de banana. As autoridades manifestam-se preocupadas por não disporem de mecanismos sofisticados para os afugentar.
As autoridades tradicionais da comuna dizem estar também preocupadas com “a má qualidade de vida população e o baixo índice de desenvolvimento da comunidade”, principalmente pela falta de telecomunicações, de comércio e de melhoria das redes viárias.
Entre as dificuldades contam-se também a falta de água canalizada e insuficiência de infra-estruturas sanitárias e escolares, a que se junta, referem, o fraco incentivo à produção agrícola.
O soba da aldeia de Kazua afirmou, ao Jornal de Angola, que a comunidade, de 1.117 habitantes, tem muitos crianças fora do sistema normal de ensino devido à falta de salas principalmente para a 2ª classe. João Kimuanga lamenta que os partos sejam feitos de forma precária e que, nos casos mais graves, as parturientes tenham de ser transportadas em candongueiros ou graças à boa-vontade de outras pessoas.
O responsável comunitário de Zanga Katunda, José Sebastião, queixa-se da falta incentivos ao comércio, o que obriga os habitantes locais a percorrerem cerca de 35 quilómetros até Camabatela para a adquirirem produtos de primeira necessidade, como óleo, sabão, roupas e peixe.
O administrador comunal do Bindo, Francisco Mabango, referiu a necessidade de se reabilitar do posto de saúde da sede comunal e de haver mais quatro enfermeiros para garantir a assistência aos mais de seis mil habitantes.
No sector da Educação, disse, são necessários, no mínimo, mais 20 professores e melhorar e aumentar o número de salas de aulas para conferir maior dignidade e desenvoltura ao ensino.
Quanto à energia eléctrica, confirmou estar em curso a instalação da rede de distribuição pública e domiciliária, a partir de 30 postos e de um grupo gerador de 100 KVA.

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