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Elefantes estão a devastar culturas em municípios do Kwanza-Norte

André Brandão | Ndalatando

Camponeses e produtores dos municípios de Cazengo e Golungo Alto,  na província do Kwanza-Norte, estão preocupados com a constante destruição das suas lavras por elefantes.

A devastação de campos agrícolas põe em risco o programa de combate à pobreza
Fotografia: Nilo Mateus|Ndalatando

Camponeses e produtores dos municípios de Cazengo e Golungo Alto,  na província do Kwanza-Norte, estão preocupados com a constante destruição das suas lavras por elefantes.
De acordo com o responsável do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF), Guilherme da Costa, a  situação deve-se ao facto de  muitas pessoas destruírem as florestas ou o habitat dos animais.
Segundo ele, a devastação das florestas permite que os animais selvagens, sobretudo os elefantes, se movimentem dos seus lugares de pastagem para outros sítios, em busca de alimentação.
Guilherme da Costa informou que a população da província do Kwanza-Norte é maioritariamente camponesa,  razão pela qual tem vindo a desmatar as florestas e o habitat dos animais, todos os anos, para cultivar.
Como consequência dessa acção, verifica-se agora a competição dos espaços, de recursos hídricos e de alimentação, entre o homem e o animal.
Apontou também a caça ilegal, como factor de desestabilização do meio animal.
Para se evitar este conflito, o especialista apontou a necessidade de se fazer um estudo junto das autoridades competentes, para se definirem estratégias que visem evitar devastações nos campos agrícolas e conflitos entre elefantes e o próprio homem.
De acordo com funcionários do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF), supõe-se que os elefantes fizeram destas áreas o seu meio geográfico para habitarem, já que se movimentam com crias ou pequenos filhotes, passando cerca de 300 a 400 metros das aldeias. Segundo o responsável do Instituto de Desenvolvimento Florestal, as suas acções destroem lavras, riachos e fontanários.
Para Guilherme da Costa, deve-se identificar se as lavras e povoações frequentadas por elefantes estão ou não instaladas em corredores de passagem dos animais, pois só assim este problema pode ser solucionado. A evasão dos elefantes é tida como mais preocupante pelos agricultores dos municípios de Cazengo e Golungo Alto.
O técnico do IDF disse que o seu sector instalou vários métodos como a queima de pneus e a aplicação de espantalhos juntos das lavras, para afugentar os elefantes, mas de nada serviu.
Assim, aconselhou os camponeses da região a utilizarem outros métodos como a queima da flora de palmeira e gindungo.

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