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Empreiteiros incumpridores em tribunal

Manuel Fontoura | Ndalatando

Os empreiteiros que insistirem em não cumprir os prazos contratuais de execução das obras de construção de infra-estruturas sociais e económicas vão ser levados a tribunal, advertiu, na quinta-feira, o governador provincial do Kwanza-Norte.

Henrique André Júnior avaliou a execução de várias obras de impacto social que estão em curso nos municípios do Kikulungo e Bolongongo
Fotografia: Nilo Mateus | Kwanza-Norte

Henrique André Júnior falava à imprensa no final de uma visita de constatação do andamento das obras de construção das primeiras 100 das 200 casas a serem erguidas nos municípios de Kikulungo e Bolongongo, inseridas no programa nacional de construção de habitações sociais.
O governador admitiu existirem atrasos na execução das obras, por parte de algumas empresas de construção, sem justificação plausível. Como exemplo, apontou o caso da construção dos 100 fogos no município de Bolongongo, onde, até ao momento, apenas 20 residências estão em vias de serem concluídas, estando as obras paralisadas sem razões aparentes.
Henrique Júnior considerou normal o andamento das obras do Kikulungo, tendo em conta alguns factores de acesso à localidade, a transportação dos equipamentos e as chuvas que prejudicam em grande medida o andamento das obras. Apesar desses factores, acrescentou, já estão acabadas 89 casas. “O mesmo não acontece com Bolongongo, são menos de 10 quilómetros entre os dois municípios e as dificuldades que vive o Kikulungo, também vive o Bolongongo, por isso não estamos nada satisfeitos com o quadro apresentado no município de Bolongongo”, disse.
O governador precisou que o governo vai chamar a atenção da empresa construtora e se for o caso irárecorrer às instâncias judiciais, para que o Estado e a população não vejam as suas expectativas frustradas.
Segundo avançou, no conjunto dos nove municípios, Bolongongo e Cambambe são os municípios que mais preocupam o governo quanto a construção dos 200 fogos, estando num ritmo mais acentuado os de Golungo Alto e o Lucala.
O administrador municipal de Kikulungo, João António Quintas, fez saber que a situação das chuvas está a atrasar a conclusão das primeiras 100 casas, pois a transportação do material, de Luanda ao Kikulungo, tem sido bastante dificultada.
Já o administrador municipal de Bolongongo, Daniel Passala Velho, disse não saber das razões que fizeram com que a empresa encarregue dos trabalhos abandonasse o local de serviço. Com apenas 20 casas concluídas, neste momento as obras encontram-se paralisadas há mais de 20 dias.

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