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Empresários clamam por mais apoios do Governo

O presidente da Associação dos Empresários do Cuanza-Norte pediu ontem, em Ndalatando, mais apoio institucional à classe, “imprescindível para o crescimento da região”.

Fotografia: Jaimagens

Em declarações à Angop, Gilberto Simão   disse que a classe empresarial no Cuanza-Norte vive "sérias dificuldades", razão pela qual a atenção do Governo local é fundamental, uma vez que o desenvolvimento sustentável da região passa pelas parcerias público-privadas.
“Os empresários do Cuanza-Norte já estão organizados, falta somente o apoio do Governo”, frisou Gilberto Simão.
A par da falta de apoios, Gilberto Simão apontou a baixa quota financeira atribuída pelo Orçamento Geral do Estado (OGE) à província como outro factor que dificulta o desenvolvimento económico do Cuanza-Norte, pois não permite desenvolver as cadeias produtivas da região.
Gilberto Simão defendeu o investimento do Governo na criação de infra-estruturas de apoio à economia nos pólos de desenvolvimentos criados nos municípios do Lucala e Cambambe, que há dez anos aguardam pela infra-estruturação.
“O Governo devia trabalhar como um pai para os filhos. Por exemplo, investiu na Zona Económica Especial, em Luanda, devidamente infra-estruturada e construiu onde já operam 100 empresas, enquanto nas restantes províncias só criou os pólos e não fez mais nada, não infraestruturou, não colocou água nem luz”, afirmou Gilberto Simão, que acrescentou que a colocação dos serviços nos pólos estimularia o empresariado local e de outras províncias a investirem na região, porque o empresário quer ver onde vai investir.
“Não se pode chegar a um pólo e ainda ter de se desmatar, criar redes de transportes de energia e de água. Se eu encontrar um pólo como se fez, por exemplo, em Viana estou mais motivado", disse Gilberto Simão   .Gilberto Simão   criticou o facto de os fundos não chegarem às médias e pequenas empresas, os quais, em sua opinião, "acabam por servir sempre o mesmo grupo de indivíduos em detrimento da maioria".
Disse que uma das preocupações da associação é dialogar com o governo local e com os deputados do círculo provincial e propor vias para o alcance deste desiderato.
Empresários de vários ramos na província do Cuanza-Norte tem reclamado a falta de acesso ao crédito bancário e a divisas para adquirirem produtos diversos no exterior do país.

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