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Enfermeiros aprendem novas técnicas

Enfermeiros da província do Kw­anza-Norte estão a ser informados, em Ndalatando, sobre técnicas modernas de diagnóstico do VIH-Sida, durante um seminário, aberto na terça-feira e que decorre até ao próximo dia 29.     

Técnicos da saúde no combate ao VIH-Sida
Fotografia: Jornal de Angola

Com a duração de dez dias, a formação promovida pelo Ministério da Saúde destina-se a apetrechar os técnicos da província de conhecimentos básicos, para poderem manusear os casos de VIH-Sida a nível dos centros e hospitais municipais, onde não existam médicos.
A médica do Instituto Nacional de Luta Contra a Sida, Eurice Tchicosse, que orienta a formação, esclareceu que o seminário vai servir igualmente para aumentar as competências dos técnicos de saúde do Kwanza-Norte, em matéria de acompanhamento de pacientes com VIH-Sida.
Com esta formação, o Kwanza-Norte acolhe uma experiência piloto, uma vez que o sector da saúde pretende elevar as competências dos enfermeiros, de modo a estarem habilitados a fazer o atendimento a grávidas, adultos e crianças seropositivos a nível dos postos e centros de saúde onde não existam médicos.
Eurice Tchicosse disse, ainda, que os enfermeiros vão aperfeiçoar os métodos de prescrição dos medicamentos para os doentes assistidos. Esta medida resulta do facto dos enfermeiros serem os técnicos em maior número a nível dos hospitais e centros de saúde, tendo em conta a necessidade de se garantir uma maior cobertura da assistência aos pacientes infectados com VIH-Sida. “A medida visa ainda evitar que muitos pacientes se descartem de ir às consultas e fazerem os tratamentos devido ao reduzido número de médicos, realidade que tem contribuído para o abandono dos tratamentos e consequente disseminação da doença”, realçou.
A formação vai decorrer em duas fases, devendo a primeira ser dedicada à formação dos técnicos e a segunda à instalação dos serviços de testagem e treino dos técnicos a nível dos municípios.
A responsável do departamento de Saúde Pública da Direcção Provincial de Saúde, Evalina Zangui, pediu aos técnicos de saúde para se pautarem pelo profissionalismo e respeitarem o sigilo profissional, considerado a arma para o acompanhamento dos doentes infectados com VIH-Sida.
Além disso, pediu-lhes para absolverem no máximo os conhecimentos transmitidos, tendo em conta a responsabilidade que vai pesar sobre eles no âmbito do diagnóstico, acompanhamento e medicação dos pacientes com VIH-Sida, actividade antes da exclusiva responsabilidade dos médicos.
O Programa de Luta Contra a Sida, que funciona no Kwanza-Norte desde 2006, conta actualmente com Centros de Aconselhamento e Testagem Voluntária do VIH-Sida (ATV) instalados nos dez municípios da província, onde se prevê o alargamento dos serviços às comunas e sectores.

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