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Ensino primário regista falta de material diverso

Marcelo Manuel/Ndalatando

O Gabinete Provincial da Educação no Cuanza-Norte necessita, para o ano em curso, cerca de 800 mil manuais diversos e de 500 mil cadernos para o ensino primário, afirmou o responsável local do sector, Manuel Lourenço, durante o primeiro encontro de auscultação às comunidades.

Alunos do I e II ciclos estão sem materiais diversos
Fotografia: Nilo Mateus| Edições Novembro

De acordo com o dirigente, apesar das dificuldades existentes, o seu pelouro procedeu, em Fevereiro de 2018, ao levantamento de 126 mil e 320 manuais e de 6 mil e 720 cadernos para o ensino primário, a partir da província de Benguela, quantidades tidas como insuficientes.

Avançou que a distribuição dos meios de ensino foi feita de forma equitativa a todos os municípios, apesar das dificuldades de transporte, agravadas pelas fortes chuvas registadas nas municipalidades situadas a norte da província.
Sublinhou a existência de 620 mil carteiras, tendo avançado que faltam mais 54 mil e 968, para satisfação das necessidades existentes.
Em relação à execução do “Projecto Aprendizagem para Todos”, concebido pelo Ministério da Educação, em parceria com o Banco Mundial, com o propósito de melhorar os conhecimentos e competências dos professores do ensino primário e a gestão das escolas nas áreas designadas, foi transferido para a conta do projecto local um valor de 101.237.991,00 (cento e um milhões, duzentos e trinta e sete mil novecentos e noventa e um kwanzas).
No que diz respeito à transição de categorias, deu a conhecer que 98 por cento dos professores da província auferem os salários nas novas categorias, excepto 30 docentes da Escola de Formação de Técnicos de Saúde e outros que labutam em comissão de serviço nas administrações municipais e noutras instituições.
Manuel Lourenço frisou que os dados estatísticos do presente ano dão conta da inscrição de nove mil e 725 alfabetizandos e de 393 voluntários, entre alfabetizadores e professores dos módulos II e III.
Fez saber que no presente ano lectivo estão matriculados 169 mil e 868 alunos, mais oito e 89 em relação a 2018. Existem 3.945 professores, tendo avançado a necessidade de mais 2.800 docentes.

 

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