Províncias

Ensino especial tem muita frequência

Pelo menos 50 crianças, entre surdas, cegas e mudas, frequentam, no presente ano lectivo, aulas de ensino especial, na cidade de Ndalatando, no âmbito do programa “Educação para Todos”.

No presente ano lectivo estão matriculadas mais de 50 crianças em Ndalatando
Fotografia: Jornal de Angola

Pelo menos 50 crianças, entre surdas, cegas e mudas, frequentam, no presente ano lectivo, aulas de ensino especial, na cidade de Ndalatando, no âmbito do programa “Educação para Todos”.
 Segundo o coordenador da área técnica de ensino especial dos serviços municipais do Cazengo, Diogo António Evangelista, registou-se, este ano, um aumento de cinco alunos, comparativamente a 2009.
 O responsável explicou à Angop que, do número de matriculados, da 1ª à 7ª classe, este ano lectivo, 13 são mulheres e 37 homens.
 Esclareceu que os alunos são, inicialmente, submetidos a um processo de aprendizagem da linguagem gestual para os deficientes auditivos e fala, com o qual aprendem o alfabeto gestual.
 Posteriormente, explicou o responsável, passam para o ensino dos conteúdos das matérias relacionadas aos currículos das classes em que estão matriculados.
 Diogo Evangelista disse que são utilizadas técnicas audiovisuais e em braille, linguagem gestual, entre outros recursos, para garantir o êxito no ensino.
 O ensino especial no município de Ndalatando é assegurado por 14 professores, em seis salas de aula, e conta, além do Ministério da Educação, com o apoio da companhia petrolífera TOTAL.
 São administradas disciplinas do currículo do ensino geral, como Matemática, Língua Portuguesa, Educação Manual e Plástica e Estudo do Meio, entre outras, de acordo com as classes, esclareceu.
Este ano, foram introduzidas novas disciplinas para os alunos da 7ª classe, como Biologia, Química, Inglês e Educação Laboral.
 O coordenador disse ainda que a falta de meios de língua gestual inglesa e francesa está a dificultar o ensino destas línguas aos alunos.
Na província do Kwanza-Norte, o ensino especial está implantado nos municípios do Cazengo e Samba-Cajú. Este último município conta com 25 alunos, divididos em três salas de aula, e são assistidos por um professor.
 Um dos problemas com que se debate o ensino especial em Ndalatando, segundo Diogo Evangelista, é a falta de meios para o transporte de alunos, sobretudo os invisuais, de casa à escola e vice-versa.
 A aplicação dos alunos responde às expectativas, sendo visível o interesse dos pais, situação que satisfaz a direcção do ensino especial, como disse o educador Diogo Evangelista.

Tempo

Multimédia