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Escassez de meios dificulta actividade

Marcelo Manuel | Ndalatando

A falta de verba para aquisição de instrumentos agrícolas está a dificultar os camponeses da comunidade do Quirima do Hola, no Cuanza Norte.

Camponeses com dificuldades lavrar os campos por falta de instrumentos de trabalho é uma situação que preocupa as autoridades locais
Fotografia: Santos Pedro

O soba da comunidade, Conceição Bartolomeu, disse que os camponeses da localidade encontram sérios problemas para realizarem a sua actividade no campo, por não existirem meios de trabalho, por falta de verba.
O transporte também constitui um dos principais problemas para os camponeses, disse a autoridade tradicional, que solicitou das entidades da província reverem tal situação, sob pena de verem a maior parte dos produtos cultivados a estragar-se. 
As empresas de mecanização agrícola vocacionadas para desbravar a terra cobram entre 35 a 40 mil kwanzas por hectare, soma que considerou altíssima.
“Penso que este trabalho deve ser revisto ou subvencionado pelo Estado, pelo facto de estar longe do alcance de muitos camponeses. Não temos condições financeiras para cobrir tais despesas. Se não houver bom senso da parte das autoridades, corremos o risco de não produzirmos. Como sabe, a maioria da população vive da agricultura e caso não se encontre uma solução, não sabemos o que comer”, precisou.
O soba lamentou o facto da comunidade não beneficiar ou possuir qualquer informação relacionada com o crédito de campanha agrícola, pois, caso fossem contemplados atenuava parte das preocupações dos camponeses. A autoridade tradicional solicitou também das autoridades da província uma motorizada com três rodas para a movimentação da moto-bomba que sustenta o sistema de irrigação do projecto da horta familiar, para evitar o seu roubo.
“Não pretendemos correr o mesmo risco do passado, quando um meio semelhante de bombear água para os três chafarizes da comunidade, por falta de protecção acabou por ser roubado e só foi encontrado dias depois graças à pronta intervenção dos efectivos do comando municipal da Polícia Nacional de Cazengo”, disse.
O projecto de captação é sustentado pelo rio Camuaxi, que dista dois quilómetros da aldeia, sustentado por um reservatório com capacidade de 135 mil litros. Para se evitar o desgaste da moto-bomba, o tanque de armazenamento é abastecido três dias seguidos.  comunidade pode beneficiar de corrente eléctrica pela primeira vez, através da rede da barragem de Cambambe, nos próximos dias.
As entidades administrativas projectam a compra de um posto de transformação a ser suportado pelos cabos de média tensão, que passam junto à localidade.

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