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Escola de referência assolada por vandalismo

Manuel Fontoura

Todos os dias de manhã, alunos e professores da Escola Primária 29,   no coração do bairro 11 de Novembro, na periferia da cidade de  Ndalatando, arregaçam as mangas para limpar o lixo espalhado pelas 15 salas de aula, assim como as fezes encontradas nos quadros e noutros locais da escola.

Fotografia: EDIÇÕES NOVEMBRO

A professora Laurinda Quixinge disse que as condições precárias da escola, associada ao vandalismo, atrapalha  o curso das aulas.
 Com um total de 2.007 alunos, da iniciação à 6.ª  classe, leccionados por 39 professores, a escola foi erguida com  blocos de adobe, e está coberta com chapas de zinco. As paredes não estão rebocadas e as chapas já estão degradadas, pelo que na época das chuvas as aulas são interrompidas.
A escola está desprovida de portas,  janelas,  carteiras, casas de banho e não tem   guardas. As crianças sentam-se em cadeiras que levam de casa e escrevem com os cadernos sobre as pernas. Os professores também não têm secretária e permanecem a maior parte do tempo em pé.
O piso é de terra bruta e algumas salas são cobertas de chapas de zinco, o que as torna muito quente nos dias de sol. Segundo o professor Cláudio Emanuel, a instituição debate-se com a falta de material didáctico e de programas curriculares.
“Não olhamos para as dificuldades porque metemos o profissionalismo acima de tudo”, disse.
O Jornal de Angola soube  que a escola sobrevive dos encarregados de educação e dos próprios professores, que compram os  meios em falta. “Não fosse a ajuda caridosa dessas pessoas a escola já não existiria”, disse o director da escola, Sebastião  de Almeida. A falta de uma casa de banho causa enormes constrangimentos  aos alunos, aos professores e aos outros funcionários. “Somos obrigados a recorrer às casas de colegas que vivem próximo da escola”, disse  Sebastião de Almeida.

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