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Exploração de inertes provoca ravinas

A intensificação da exploração desenfreada de inertes pode  agravar o estado das ravinas na província do Cuanza Norte, disse, ontem, em Ndalatando, o chefe do departamento de Ambiente da Direcção Provincial do Urbanismo e Ambiente.

Gaspar João de Barros explicou que a exploração de inertes  afecta as encostas dos rios e  provoca alteração do perfil geográfico do terreno, factos que podem propiciar o aparecimento de situações de erosões.
O chefe do departamento de Ambiente da Direcção Provincial do Urbanismo e Ambiente disse que o município de Cambambe é a região da província mais afectada, porque é lá onde a exploração desenfreada de areia e pedras para a comercialização e fornecimento ao sector da construção civil  é mais intensa. “vamos procurar combater este mal”, disse. Gaspar João de Barros salientou que a exploração ilegal e desenfreada de inertes por parte de algumas empresas, constitui uma preocupação do Governo da província, visto que as mesmas exercem as suas actividades em áreas não autorizadas pelo Governo e, como se não bastasse, não corrigem os solos no fim da actividade.
Para coibir esta prática, o chefe do departamento de Ambiente da Direcção Provincial do Urbanismo e Ambiente referiu que foi criada uma comissão multissectorial, cuja composição não precisou, que deverá deslocar-se dentro de dias ao município de Cambambe, a fim de aferir a intensidade desta actividade e propor medidas de mitigação dos efeitos da exploração de inertes sobre relação ao meio ambiente.
Para desencorajar tal prática, Gaspar João de Barros defendeu o incremento de medidas eficazes para controlar e regular a exploração da areia e da pedra.
“Deve ser intensificada a fiscalização bem como as campanhas de sensibilização junto das empresas que actuam neste segmento de negócios, com vista a exercerem de modo racional e responsável a mesma actividade.”

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