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Falta de assistência técnica prejudica agricultura

Armando Sapalo| Dundo

A falta de assistência técnica à agricultura familiar na Lunda-Norte está a dificultar o aumento da produção, considerou sexta-feira, no Dundo, o director provincial da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas.

A entrega de instrumentos de trabalho aos agricultores locais permite o aumento dos níveis de produção e diminui a pobreza em várias regiões do país
Fotografia: Benjamim Cândido|Dundo

José Mendes salientou que as dificuldades residem, principalmente, na disponibilização de sementes, fertilizantes e tractores, o que inviabiliza o desbravar de terras e resulta no pouco aproveitamento dos solos.
Ao destacar a importância do sector agrícola familiar na garantia da auto-suficiência alimentar dos habitantes da região, esclareceu que o Instituto de Desenvolvimento Agrário local (IDA), organismo encarregue de prestar assistência técnica aos camponeses, está a enfrentar sérias dificuldades para garantir o apoio institucional à actividade agrícola familiar.
O engenheiro agrónomo salientou que o IDA/Lunda-Norte se debate com dificuldades que têm a ver com a insuficiência de meios de transporte todo-o-terreno, para facilitar a deslocação de técnicos às áreas de cultivo. Outra dificuldade apontada prende-se com o facto de estar apenas representado em cinco dos nove municípios da província, devido à escassez de quadros agrónomos nquela região.
A não presença do IDA em todos os municípios, alertou o director provincial, vem contrariar os pressupostos dos programas integrados de desenvolvimento rural e combate à pobreza, razão pela qual é necessário que este organismo disponha de instalações em áreas produtivas, com vista ao acompanhamento das actividades.
O director provincial da Agricultura assegurou que a presença de técnicos do IDA nos municípios de  Chitato, Lucapa, Cambulo, Capenda Camulemba e Lubalo permitiu aos camponeses melhorarem a sua actividade, através da introdução de novas técnicas de cultivo.

Famílias assistidas

O director provincial da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas revelou que na presente campanha agrícola se prevê assegurar a assistência com instrumentos de trabalhos, sementes e fertilizantes, para um total de 49.750 famílias de camponeses que se dedicam à agricultura de subsistência.
O responsável da Agricultura garantiu que o Governo adquiriu 30 toneladas de sementes de milho, 60 de fertilizantes e uma quantidade considerável de instrumentos de trabalho, como enxadas tradicionais e europeias, catanas, limas, motobombas e moinhos, que estão a ser entregues de forma gradual aos camponeses organizados em empresas agrícolas familiares.
O projecto de apoio, com sementes e fertilizantes de milho, visa promover o fomento do cultivo de cereais e encorajar os camponeses a diversificarem as suas culturas a nível da região, recordou.
A direcção da Agricultura tem a complexa missão de imprimir maior dinamismo ao sector agrário, por via de acções concretas que incentivam o surgimento de mais empresas agrícolas familiares, para que os níveis de produtividade sejam satisfatórios.
O director José Mendes apontou que esses resultados podem ser alcançados se o sector agrícola familiar for potenciado com instrumentos de trabalho e outros meios indispensáveis à agricultura.
A assistência técnica vai permitir que o sector agrícola familiar possa incrementar a produção, tendo em vista o reforço da auto-suficiência alimentar e o abastecimento dos mercados locais com produtos de campo, sustentou o director.
José Mendes disse que este sector é o maior abastecedor de produtos do campo aos mercados da região, para garantir a alimentação dos habitantes, daí que as autoridades devem garantir o reforço de apoios, para que se continue a produzir mais. Explicou que a nível da Lunda-Norte o núcleo de uma empresa agrícola familiar, além do marido, mulher e filhos, é composta por outros membros, com destaque para os avós, tios e sobrinhos.

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