Províncias

Falta de sangue na hemoterapia

Kátia Ramos| Ndalatando

A direcção do Hospital Central do Kwanza-Norte está preocupada com a constante falta de sangue que se tem registado no centro de hemoterapia local, o que tem provocado sérios transtornos no atendimento aos pacientes com necessidade de transfusão.

Há rotura de stock de sangue no centro de hemoterapia do Hospital provincial
Fotografia: Domingos Cadência

A direcção do Hospital Central do Kwanza-Norte está preocupada com a constante falta de sangue que se tem registado no centro de hemoterapia local, o que tem provocado sérios transtornos no atendimento aos pacientes com necessidade de transfusão.
O director do hospital, Justino Tchekenje, disse ao Jornal de Angola que, em caso de transfusão, têm sido os familiares dos doentes que doam sangue, já que o centro de hemoterapia não tem stock. "A falta de sangue provocou a morte de 26 pacientes, entre Abril de 2009 e Agosto do corrente ano", disse Justino Tchekenje.
Para o responsável, a falta de dadores nos serviços de hemoterapia e a rotura do stock agravam ainda mais a situação. Avançou que os casos mais complicados de serem ultrapassados têm sido os de natureza repentina.
Justino Tchekenje revelou que o centro de hemoterapia tem capacidade para conservar 3000 mililitros de sangue, o que, em sua opinião, é a média mensal necessária para socorrer os doentes que acorrem àquela unidade sanitária, em busca de saúde.
"O número de mortes por falta de sangue no nosso hospital tem aumentado nos últimos tempos, sobretudo na área de pediatria, mulheres em fase de parto e em sinistrados por acidentes de viação", disse.
Para se ultrapassar a situação, frisou que o corpo directivo do referido hospital, em parceria com a JMPLA, realizam constantemente acções de sensibilização aos féis de várias igrejas, funcionários públicos e privados, bem com pessoas singulares, no sentido de aderirem às campanhas de doação voluntária de sangue, o que muitas vezes tem surtido resultados.

JMPLA mobiliza jovens

O secretário provincial da JMPLA no Kwanza-Norte, António Paulino, disse, em Ndalatando, que a instituição que dirige está a mobilizar jovens no sentido de se tornaram dadores voluntários de sangue, para salvarem vidas em risco.
Revelou que o objectivo é criar uma associação de dadores permanentes para o hospital, que terá como lema "Dar sangue é dar vida".
A referida associação, acrescentou, prevê juntar mais de 50 dadores, em toda a província.

Tempo

Multimédia