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Família e Promoção da Mulher aposta na formação de agentes

André Brandão | Ndalatando

A direcção provincial da Família e Promoção da Mulher do Kwanza-Norte vai realizar várias acções, este ano, visando formar agentes responsáveis de Organizações Não-Governamentais, associações e cooperativas agrícolas sobre educação cívica comunitária.

A instituição vai continuar a trabalhar com as direcções da Saúde e Educação no sentido de fortalecer as campanhas de sensibilização
Fotografia: Nulo Mateus

A direcção provincial da Família e Promoção da Mulher do Kwanza-Norte vai realizar várias acções, este ano, visando formar agentes responsáveis de Organizações Não-Governamentais, associações e cooperativas agrícolas sobre educação cívica comunitária.
O objectivo das formações é reduzir os índices de violência doméstica no seio da população, salientou ontem um relatório da referida instituição, divulgado em Ndalatando.
O documento  revela que a direcção provincial vai ainda capacitar as parteiras tradicionais e distribuir kits de primeiros socorros, além de melhorar o acompanhamento às associações de camponeses.
A instituição vai continuar a trabalhar com as direcções da Saúde e Educação, no sentido de fortalecer as campanhas de sensibilização sobre o planeamento familiar, saúde reprodutiva e gravidez precoce, contra o cancro da mama e acções de alfabetização para as famílias camponesas.
Neste momento, a direcção provincial da Família e Promoção da Mulher debate-se com certas dificuldades, principalmente relacionadas com a falta de jangos comunitários, centros de aconselhamento familiar e meios de transporte (viaturas e motorizadas), bem como material informático.


Casos do ano findo


Durante o ano passado, o centro de aconselhamento familiar registou 908 casos de conflitos de género, menos 589 que em 2010. Pelo menos, 779 destes foram resolvidos pela direcção da Família, enquanto outros 129 tiveram de ser transferidos para a Procuradoria-Geral da República. Dos casos registados, aponta que o incumprimento de mesada é o que lidera a lista, seguido de abandono no lar, ofensas morais e corporais,  fuga à paternidade, chantagem, desalojamento, adultério, ameaça de morte com arma branca, injúria e usurpação de bens.
A privação de bens, difamação e calúnia, privação de liberdade, ameaça de morte por palavras, feitiçaria e abandono de filhos são outros casos registados pela direcção da Família e Promoção da Mulher.


Outras acções


A direcção provincial da Família e Promoção da Mulher efectuou 12 visitas, no ano transacto, com destaque para as realizadas à comarca do Kwanza e à maternidade provincial, onde entregou caixas de detergentes e bens alimentares.

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