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Fazenda Pamado reproduz búfalos

Isidoro Natalício| Ndalatando

A criação de búfalos já é uma realidade no Kwanza-Norte, na sequência do projecto que a empresa agropecuária Pamado desenvolve, em Dumbo ya Pepe, Cambambe. O gerente da fazenda, Paixão Damião, não revelou o número exacto de animais desta espécie em criação, mas calcula-se que sejam mais de 550 cabeças. A iniciativa, inédita em Angola, contempla três raças com várias unidades leiteiras, com o objectivo primordial da reprodução.

Apesar da estiagem que afecta a região a criação de búfalos é uma actividade que se desenvolve sem sobressaltos
Fotografia: Jornal de Angola

A criação de búfalos já é uma realidade no Kwanza-Norte, na sequência do projecto que a empresa agropecuária Pamado desenvolve, em Dumbo ya Pepe, Cambambe. O gerente da fazenda, Paixão Damião, não revelou o número exacto de animais desta espécie em criação, mas calcula-se que sejam mais de 550 cabeças. A iniciativa, inédita em Angola, contempla três raças com várias unidades leiteiras, com o objectivo primordial da reprodução.
Na localidade, há um maior efectivo de gado bovino, calculado em mais de 10 mil cabeça, controlado pelos responsáveis do Serviço Provincial de Veterinária.
“A criação de gado bovino é a pecuária com mais efectivos no país, pretendendo-se que se atinjam os 15 mil animais, nos próximos dois anos”, disse Paixão Damião, referindo a existência de raças como a nelon, bonzemara, tabapnan e santos gertrudes, fruto de cruzamentos.
No processo produtivo da Pamado salientam-se três eixos: a escavação de poços, alguns com mais de 50 metros quadrados, a melhoria de pastos e a assistência veterinária. A par disso, foram construídas 80 represas para dar de beber aos animais e para conforto dos búfalos, “que passam muito tempo na água”, salientou.
Na Pamado, observam-se vários pastos melhorados, que já permitem o seu uso de forma rotativa e chegam a atingir um total de 500 hectares, num raio de 30 quilómetros. A extensão da plantação do capim melhorado para comida está afectada pela estiagem, que vigora desde Outubro, na região. Apesar disso, Paixão Damião disse que os bichos gozam de boa saúde, devido à prevenção, assente na vacinação, inoculação de tripanossomida e desparasitação, geralmente a cada período de três meses.
As injecções de tripanossomida, associadas a outras medidas profilácticas, travaram a propagação do tsé-tsé, mosca vector da endémica doença do sono que, em 2009, provocou a morte a mais de 900 cabeças de gado. A profilaxia consistiu na desmatação para inibir a movimentação da tsé-tsé, que habita normalmente nas margens de rios caudalosos, no caso o Kwanza, que fica a cerca de dez quilómetros. As estatísticas do departamento provincial do Instituto de Serviços Veterinários revelam a existência de outros 6.146 bovinos espalhados por seis dos dez municípios do Kwanza-Norte, com destaque para 5.505 em Ambaca, 520 em Samba-Cajú e 124 no Cazengo, pertencentes a 55 empresas e dez criadores tradicionais.
O gado caprino, com 66.094 unidades, é o ruminante para consumo que mais se multiplica em toda extensão da província, com realce para Ambaca, com cerca de 26 mil. Ao contrário dos bovinos, a produção de animais é assegurada por criadores individuais e famílias, na ordem dos 5.713 indivíduos.
Destaca-se também a existência de 15.936 suínos, 16.031 ovinos, mais os 85.991 galináceos, pertença de 14.556 pessoas, o que revela que a criação de as aves predomina na região.

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