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Fazendeiros querem dinamizar a agro-pecuária

Silvino Fortunato | Ndalatando

Fazendeiros do Planalto de Camabatela debatem, no dia 11, as formas mais viáveis para dinamizar a produção agro-pecuária das suas fazendas, que se encontram em grande parte inexploradas, diz uma nota de imprensa, chegada recentemente à nossa redacção.

Planalto de Camabatela tem muitos hectares de terras férteis propícias para o cultivo de vários produtos como hortícolas
Fotografia: Francisco Pedro

Fazendeiros do Planalto de Camabatela debatem, no dia 11, as formas mais viáveis para dinamizar a produção agro-pecuária das suas fazendas, que se encontram em grande parte inexploradas, diz uma nota de imprensa, chegada recentemente à nossa redacção.
A iniciativa está ligada aos sucessivos apelos do Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Rural e do governo provincial sobre a eventualidade da retirada do direito de exploração a proprietários que mantêm inactivas inúmeras extensões de terra.
Muitos agricultores, diz a nota de imprensa, alegam estarem descapitalizados para realizar as tarefas de criação de gado e de produção agrícola, no  âmbito do programa de combate à fome e à pobreza.
A Cooperativa Pecuária do Planalto de Camabatela (COOPLACA), que agrega os mesmos fazendeiros, realiza este mês a segunda assembleia ordinária.
Um dos assuntos a serem debatidos é a necessidade da obtenção de crédito junto dos bancos, por parte dos criadores, que apresentam problemas de descapitalização. A agremiação está já a trabalhar com os bancos BPC, BFA, SOL e BCI, para o mesmo propósito, que julga fundamental para a dinamização da tarefa de criação de gado e de produção agrícola.
A pretensão é a capacitação dos agentes agro-pecuários com equipamentos e infra-estruturas e valores financeiros adequados.
A COOPLACA pretende lançar, durante o presente ano, o desafio de “travar a dependência do país da importação da carne”. A associação entende que mais de 75 por cento da carne consumida em Angola é importada. Um dos propósitos do encontro é estimular os associados a participarem na actual luta que o Executivo realiza contra a fome e pobreza, através do desenvolvimento do Planalto de Camabatela.
A COOPLACA foi criada em 12 de Fevereiro de 2008 e agrega 117 associados, na sua maioria sem exercer qualquer actividade nas fazendas que ocupa.
A organização, durante a assembleia, procede à renovação de mandatos dos órgãos sociais, discute e aprova os relatórios de contas dos anos de 2010 e 2011, de acordo com a convocatória da assembleia-geral, assinada pelo presidente da mesa da assembleia-geral, Afonso Pedro Canga. O Planalto de Camabatela possui cerca de 800.000 hectares, que se encontram em três províncias, Kwanza-Norte, Uíge e Malange.
Em Dezembro de 2011, o Executivo deu início ao processo de entrega das primeiras 1.500 cabeças de gado bovino aos criadores do Planalto de Camabatela. Nesta altura, o Ministério tinha alertado que retirava as terra às pessoas incapacitadas de as explorar.

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