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Feira agropecuária em Ndalatando

Manuel Fontoura | Ndalatando

A Feira Agropecuária de Ndalatando, que decorreu entre sábado e domingo, no Centro Cultural Alda Lara, no âmbito das festas da cidade, foi marcada pela inovação, com a exposição de material e tecnologia agrícola moderna, floricultura e piscicultura.

Produtores com mais facilidades para escoarem os bens do campo para os mercados
Fotografia: Afonso Costa

Alta tecnologia agrícola de pecuária mecanizada e meios de apoio à produção, como sementes e rações, a prestação de serviços com as novas tecnologias são alguns aspectos que marcaram de forma ímpar esta edição.
Na feira foi ainda possível encontrar exposto  gado melhorado localmente e o nativo, como bovino, caprino e suíno, além do ovino, aves, burros e animais exóticos, tanto para exibição, como para venda.
Estavam igualmente expostas e à venda no local variedades de produtos agrícolas, com destaque para a banana de várias espécies, mandioca, batata-doce, ginguba, farinha de milho, gindungo, dendém, milho, laranja, limão, melancia, entre outros bens.
Para além dos agricultores, a feira contou com a participação de pescadores de distintas zonas piscatórias da província, que aproveitaram o evento para expor e vender os seus produtos. Os peixes cacusso fresco e seco e bagre  foram os mais concorridos.
A feira contou com mais de 40 expositores de empresas do ramo agrícola, cooperativas de camponeses, criadores de gado e de outros animais de pequeno porte, além de representações de boutiques, gráficas e de outras actividades.
Muitos expositores consideraram a Feira Agropecuária de Ndalatando como um instrumento imprescindível para o fomento da actividade empresarial da província, do Cuanza Norte, tendo em conta as oportunidades de negócios que a exposição ofereceu. O representante da gráfica Námbua, Manuel Tomé, considerou o evento uma bolsa de negócios, na qual as oportunidades e o ­intercâmbio ­comercial são viabilizados e propiciam futuros investimentos. Com este tipo de actividade, a província do Cuanza Norte e a cidade de Ndalatando, em particular, podem dar mais um passo ao progresso socioeconómico, uma vez que a realização de feiras permite a abertura de novas perspectivas para a região, disse Manuel Tomé.
Na Feira Agropecuária de Ndalatando, além dos agricultores do município de Cazengo, estiveram presentes oagricultores de Lucala, Ambaca, Cambambe e Golungo Alto, alguns dos quais são vendedores em boutiques, pertencentes à empresas de computação e material informático e outros. O director provincial da Agricultura, Pescas e Ambiente, Humberto Mesquita, salientou que a economia de Cuanza Norte está baseada na agricultura, pelo que em períodos passados ocupava um lugar de destaque no país, durante a administração colonial, devido à produção do café.
Humberto Mesquita referiu que é facto assente que, nos anos 1970, o Cuanza Norte atingiu a produção de 35 mil toneladas de café, destacando-se no segundo lugar dentro da produção cafeícola do país.
Angola dependia fundamentalmente da agricultura, pelo que a capital do país, Luanda, foi construída com recursos provenientes do café, do algodão, do palmar e da pecuária, explicou Humberto Mesquita, que acrescentou: “é pretensão do Governo demonstrar que a província do Cuanza Norte ainda continua com as mesmas intenções do passado, não só no domínio do café, como no da pecuária.”
O director provincial da Agricultura, Pescas e Ambiente, Humberto Mesquita, revelou que, em 1974, o planalto de Camabatela, que contempla parte do território dos municípios de Ambaca e de Samba Caju (Cuanza Norte), e parte da província do Uíje tinha atingido 120 mil cabeças de gado, produzia mensalmente 35 mil toneladas de carne e abastecia o mercado nacional, tendo sido considerada a melhor carne que se consumia no país.

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