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Fomento da agricultura e do turismo em Cazengo

Manuel Fontoura | Ndalatando

A Administração Municipal de Cazengo vai continuar a reforçar as acções de incentivo à produção agrícola e de fomento ao turismo, por serem factores fundamentais para o aumento das receitas locais, garantiu ontem, na cidade de Ndalatando, a administradora municipal.

A aposta na agricultura tem por objectivo evitar a importação de bens de primeira necessidade que podem ser produzidos localmente
Fotografia: Santos Pedro

Edvijes Ribeiro, que falava no quadro das comemorações dos 60 anos da cidade de Ndalatando, a celebrar-se no próximo sábado, referiu que as duas áreas constam das grandes prioridades da Administração, tendo em conta o programa de diversificação da economia.
A administradora municipal de Cazengo referiu que a extensão da rede de fornecimento e distribuição de energia eléctrica em toda extensão da cidade e seus bairros periféricos é outra das acções prioritárias.
Edvijes Ribeiro disse que fazem  parte das acções em curso a reabilitação do Cemitério Municipal da Quipata,  um  símbolo histórico da cidade, e das escolas  20 e 333, na mesma localidade, e do Horto Botânico do Kilombo.
 No quadro do programa de expansão da rede escolar, estão a ser construídas  mais três escolas de 20 e 30 salas, que vão contribuir para a inserção de mais crianças no sistema geral de ensino, explicou Edvijes Ribeiro, que acrescentou que a extensão da rede sanitária de Ndalatando conta actualmente com unidades sanitárias capazes de dar resposta à determinados casos que anteriormente apenas eram tratados em outros pontos do país.
A administradora Edvijes Ribeiro pediu a união de todos os munícipes, para trabalharem em prol da mudança da imagem da cidade, com habitações em zonas seguras, urbanizadas e bem ordenadas, obedecendo às normas contidas no Plano Director Municipal, com estradas bem sinalizadas e iluminadas.
É igualmente objectivo da administração trabalhar arduamente para ver, nos próximos tempos, os rios Muembeji e Camungo limpos e com arborização a sua volta, para além da criação e manutenção de mais espaços verdes, um projecto que vai abranger os bairros da periferia, disse Edvijes Ribeiro.

Festividades da cidade

A administradora do Cazengo referiu que a reconstrução da sede provincial do Cuanza Norte (Ndalatando) não deve passar apenas pela recuperação das suas infra-estruturas físicas. “O o maior desafio está na forma como devemos cuidar, conservar e preservar esses bens públicos, postos à disposição de todos”. Sob o lema “Cuanza Norte, o Renascer da Esperança”, o programa dos 60 anos da cidade de Ndalatando reserva, até o dia 29 deste mês, várias actividades, com destaque para visitas aos locais turísticos e históricos, bem como da abertura da feira agropecuária e da floricultura e pescas.
Vão ser  realizados trabalhos de arborização da cidade e inauguração de uma exposição fotográfica, feira do livro, artes plásticas, estilistas e artesanato. As comemorações são ainda marcadas por duas mesas-redondas, sendo uma com o tema “Ndalatando Ontem e Hoje” e a outra sobre “A Situação da Saúde”, além de uma feira gastronómica, em Ndalatando, segundo a administradora Edvijes Ribeiro.
O programa reserva  actividades músico-culturais, desportivas, com destaque para provas de atletismo, de jiu-jitsu e de boxe, assim como um torneio regional de judo masculino e feminino. 

História

A cidade de Ndalatando, sede provincial da província do Cuanza Norte, passou à categoria de vila a 28 de Maio de 1956. Era conhecida como Vila  Salazar.
Por mérito dos seus habitantes, Ndalatando foi durante anos conhecida como cidade-jardim de Angola. Dai a administradora municipal acreditar que, com mais empenho, participação e dedicação de todos, se pode  devolver à cidade a beleza que sempre ostentou.
Cazengo é um município jovem que, com a imigração de pessoas de outras localidades, devido à guerra que o país viveu, conta actualmente com mais de 150 mil habitantes. O município de Cazengo tem como sede a cidade de Ndalatando.
Apôs o alcance da Independência Nacional em 1975, o Governo    Angolano anulou todos os nomes  postos às cidades pelo colonialismo, extinguiu a denominação Salazar, tendo reposto o nome de Ndalatando, a partir de 18 de Julho de 1976, dia que se comemorou como data das festas da cidade  até ao ano de 2005.

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