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Formados jovens em artes e ofícios

Kátia Ramos| Ndalatando

Pelo menos 1.200 jovens foram formados em 2012, nos diversos centros profissionais localizados no Kwanza-Norte, de acordo com o chefe dos serviços do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP), Maurício da Costa.

Os centros de formação profissional do Kwanza-Norte estão a preparar muitos jovens no âmbito do programa de fomento do auto emprego
Fotografia: Nilo Mateus| Ndalatando

Pelo menos 1.200 jovens foram formados em 2012, nos diversos centros profissionais localizados no Kwanza-Norte, de acordo com o chefe dos serviços do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP), Maurício da Costa.
Segundo Maurício da Costa, os 1.200 artesãos formaram-se em serralharia, marcenaria, alvenaria, electricidade, carpintaria, canalização, refrigeração, corte e costura, informática e decoração.
O chefe dos serviços do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP), Maurício Costa, informou igualmente que dos 1.200 jovens instruídos, 682 já conseguiram emprego.
No mesmo período, 1.255 jovens, entre os quais 142 do sexo feminino, alguns formados em anos anteriores, ganharam o seu primeiro emprego, na função pública e no ramo da construção civil.
O Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional controla na província do Kwanza-Norte um centro integrado de emprego e formação profissional, dois centros de formação profissional, três pavilhões de artes e ofícios e o mesmo número de camiões móveis.
Teresa Cândido, de 24 anos, formadora do curso de decoração do centro de formação do INEFOP, há quatro anos, expressou satisfação pelo facto de centenas de jovens terem sido formados no centro de formação profissional, onde trabalha, situado no bairro do Sambizanga, arredores da cidade de Ndalatando.
Valéria da Silva, 15 anos, frequenta o curso de decoradora no centro do Sambizanga, em Ndalatando.
Quando terminar, quer ser uma exímia decoradora e ter a sua própria empresa. Pensa também ajudar outras jovens a terem profissões.
Valéria da Silva informou que em sua casa já praticava o ofício de decoração, mas ainda sem o profissionalismo requerido.
De acordo com Valéria da Silva, sempre beneficiou de apoios dos seus pais e das suas formadoras, que lhe incentivam a prosseguir no processo de aprendizagem.
“O meu pai prometeu-me pagar outros cursos de decoração, em níveis já avançados, em Luanda, quando atingir 18 anos de idade”, realçou. Muita gente gosta do meu trabalho, mas ainda “não cobro nada às pessoas. Sempre que quero fazer alguma coisa fora da formação, o meu pai ajuda-me a comprar a matéria-prima.
Já Teresa Papo, de 19 anos, disse que o INAFOP é o centro que realiza os sonhos da juventude. Lembrou que em N’Dalatando estes centros têm ocupado convenientemente os tempos livres, sobretudo das raparigas.
Neste Centro, Teresa ganhou um curso de informática que fez num espaço de seis meses. Quando as matriculas começarem vai inscrever-se num outro curso, o de culinária. Considera que a criação de centros de formação profissional é louvável e espera que se expandam a todos os municípios.

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