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Fuga à paternidade com centenas de casos

KÁTIA RAMOS | Ndalatando

Casos de fuga à paternidade, com 304 notificações, lideram a lista de registos de situações relacionadas com a violência doméstica na província, refere o relatório semestral da direcção local da Família e Promoção da Mulher.

Mulheres e crianças continuam a serem as principais vítimas da violência doméstica
Fotografia: Nilo Mateus|Ndalatando

O documento foi divulgado em Ndalatando  e mostra também registos de 62 casos de abandono de lar, 81 incumprimentos de mesada, 56 ofensas morais e 24 corporais.
A direcção anotou também sete usurpações, igual número de privação de bens, oito acusações de feitiçaria, cinco ameaças de morte, uma alegação de paternidade, dois desentendimentos, 11 chantagens e cinco injúrias.
O relatório da direcção da Família e Promoção da Mulher salienta que do número acima apresentado, 242 casos foram resolvidos a nível desta instituição, enquanto 62 outros foram transferidos para a procuradoria provincial, onde 44 tiveram solução e 18 continuam em curso.
A direcção refere no documento que a violência doméstica ameaça a estabilidade das famílias e da sociedade em geral, pondo em risco o bem-estar e desenvolvimento do país.
O relatório semestral aponta também que durante o período em análise foram registados casos de violência física, económica, psicológica, sexual e laboral. Esta última tem sido das mais frequentes a nível da província.
O conselho provincial da Família realiza palestras em vários pontos do Kwanza-Norte sobre a educação para a cidadania, dirigidas às famílias e
à comunidade em geral, a fim de inverter o quadro, para a coesão e desenvolvimento de Angola.
As autoridades abordam igualmente nas palestras e noutras acções de sensibilização temas sobre a responsabilidade e deveres dos pais para com os filhos e o lar, a mulher na democracia, a boa relação entre géneros, suas dificuldades e como ultrapassá-las. A direcção ministrou neste âmbito cursos para 52 formadores nas comunidades da província, cita o documento.
O relatório salienta que a violência doméstica atinge mulheres, crianças, idosos, portadores de deficiência física e em alguns casos os pobres. Os homens também têm sido vítimas de violência de vária ordem.

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