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Golungo Alto ganha escolas de seis salas

Marcelo Manuel | Golungo Alto

O município do Golungo Alto, na província do Cuanza-Norte, tem duas escolas cada umade seis salas, construídas pelo Fundo de Apoio Social e inauguradas pela administradora local, Teresa da Costa.

Mais de sete mil crianças matriculadas este ano lectivo
Fotografia: Edições Novembro

O responsável do Fundo de Apoio Social (FAS) no Cu-anza-Norte, Leonel da Silva, disse que as obras dos dois estabelecimentos de ensino duraram 12 meses e custaram 68 milhões e quatro centos e 70 mil kwanzas.
Por seu turno, o chefe de Repartição da Educação do Golungo Alto, Mendonça da Silva, considerou a inauguração das novas escolas como ganhos significativos, pelo facto de albergarem mais de 900 alunos, que antes estudavam em estruturas de adobe, sem carteiras e com falta de condições de trabalho para os docentes.
O responsável da Educação no Golungo Alto disse que no presente ano lectivo estão matriculados no município 7.117 alunos, distribuídos entre o ensino primário, primeiro e segundo cíclo e secundário. O sector carece de  120 professores e de 200 salas de aula.
Para reforçar a actividade agrícola na região, o Banco Sol cedeu, em finais do ano passado, um crédito no valor de 110 milhões de kwanzas, a um total de 203 famílias camponesas, filiadas em cooperativas e associações, no sector de Canaulo.
O crédito abre a possibilidade para a compra de electrobombas, mangueiras de irrigação, enxadas, catanas, limas, ancinhos, bem como de sementes de cebola, repolho, couve-flor, cenoura, entre outros produtos. A administradora de Golungo Alto afirmou que a agricultura é um dos factores cruciais para a vida da população local, na sua maioria camponesa e que têm como principais culturas a mandioca, jinguba, feijão, quiabo, batata-doce e abóbora.
Teresa Costa disse que com a entrega de novos inputs agrícolas a produção tende a melhorar e em consequência disso melhora-se também a condição de vida dos cidadãos.Fez saber ainda que no decurso do presente trimestre a administração municipal vai dar início ao processo de entrega das 256 casas da aldeia rural de Canaulo, criadas através de um projecto do Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher. O  projecto está avaliado em  dez milhões de dólares.
O soba de Canaulo, Francisco Pedro, sublinhou que nos últimos tempos a comunidade tem sido agraciada com a execução de vários projectos, principalmente no que toca à criação de condições para o consumo de água potável, saúde e educação.
Nazaré Agostinho de 38 anos, residente no bairro Tunde Sanji, conta que antes para obter água a população tinha de recorrer a uma nascente a mais de um quilómetro de distância.

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