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Golungo Alto na rota do desenvolvimento

Manuel Fontoura | Ndalatando

Golungo Alto está em franco desenvolvimento com a construção de novos equipamentos sociais, reabilitação das vias de comunicação e relançamento da agricultura.

Entre as obras em curso destaque para a construção de casas para melhorar a acomodação dos quadros que trabalham na região
Fotografia: André Brandão | Ndalatando

A sede da Administração Municipal, ampliada, reabilitada e devidamente apetrechada, o que proporciona condições melhores de trabalho, tem serviços sociais, económicos, de planeamento, saúde, educação, antigos combatentes, agricultura e comunicações.
O administrador municipal disse ao Jornal de Angola que os progressos registados em diferentes domínios, sobretudo no ensino, que vai até ao II ciclo, são evidentes e lembrou que no Golungo Alto até 2006 se leccionava apenas até à 8ª classe
O município do Golungo Alto em 2006, insistiu Cirilo Matias, tinha 29 salas de aulas e agora mais 55, o que permitiu a inserção de 4.559 novos alunos e o recrutamento de 82 professores.
Os livros escolares, acrescentou Cirilo Matias, são distribuídos gratuitamente e foram reabilitadas três casas, onde vivem professores.
No ano passado, revelou o administrador, 3.787 pessoas aprenderam a ler e escrever no quadro das campanhas de alfabetização. No sector da Saúde também se registam progressos. O hospital municipal ampliado e reabilitado é um exemplo. Tem capacidade para internar 70 pacientes e a maternidade, 20 parturientes.
Além disso, foram construídos nas comunas quatro postos de saúde, com 24 camas, reabilitados três, com 18 e mais sete destinadas a partos, segundo o administrador.
O hospital municipal do Golungo Alto, que já presta serviços de hemoterapia e tem três médicos e 49 técnicos, dispõe agora de duas ambulâncias adquiridas com fundos da Administração Municipal.
Na vila foram construídos sete fogos habitacionais T2, T3 e T10, 50 casas evolutivas e cem sociais.
Outras 250 casas do projecto da Aldeia Rural Canaúlo estão em construção, tal como um Palácio Municipal.

Água e energia


O município que ainda não há muito tempo tinha quatro chafarizes dispõe agora de dois sistemas de captação, tratamento e distribuição de água nas sedes comunais de Cambondo e e Quiluange.
As localidades de Cabinda, Caluia, Gungo e Qimbulo também têm sistemas, embora de menores dimensões, e dois furos artesianos nos bairros Beta e Morro da Bomba, além de 29 chafarizes, que servem cerca de 18 mil habitantes. A sede do Golungo Alto conta, desde Novembro de 2012, com uma linha de média tensão, com 20 postos de transformação, a partir da cidade de Ndalatando, para servir cerca de 25 mil habitantes.
A reabilitação das estradas permite ligar o Golungo Alto a várias comunas e municípios, recordou Cirilo Matias, que mencionou a colocação de asfalto nas vias entre Ndalatando e Cambondo/Golungo Alto, Maria Teresa/Caxilo, Camuaxi/Cabinda/Golungo-Alto e Golungo Alto/Kiluange/|Andulo e, proximamente, Golungo-Alto/Camame/Banga.

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