Províncias

Governador exige rigor na admissão de quadros

Manuel Fontoura | Ndalatando

O governador do Cuanza Norte, José Maria dos Santos, está preocupado com o comportamento negativo de alguns quadros, responsáveis e dirigentes da província que na altura dos concursos públicos pressionam os júris para que os seus parentes e pessoas do seu círculo próximo entrem na função pública sem terem os requisitos exigidos.

José Maria dos Santos
Fotografia: Edições Novembro

José Maria dos Santos, que falava durante o primeiro Conselho Provincial de Auscultação e Concertação Social, realizado no anfiteatro do Governo local, referiu que, por força da Lei, quando existem concursos públicos há normas e requisitos que devem ser cumpridos.
O governador disse que a primeira premissa tem sido a criação da comissão de júri e tudo tem sido feito para que neste elenco estejam as pessoas mais competentes e isentas para poderem monitorar todo um processo para facilitar o concurso público, por forma a permitir que os jovens possam ingressar na função pública por via da sua competência técnica e profissional.
“O que nós reparamos, em muitos casos, é que alguns quadros e dirigentes a vários níveis fazem uma grande pressão para que os seus parentes, amigos e pessoas dos seu círculo próximo entrem na função pública, as vezes sem terem os requisitos exigidos e sem aproveitamento”, disse.
De acordo com José Maria dos Santos, para se construir uma província de progresso e desenvolvimento sustentável os seus quadros devem ter competência técnica e profissional aceitável.
Aconselhou os responsáveis a serem rigorosos na formação dos seus filhos se quiserem que entrem na função pública.
“Não podemos usar do nosso poder discricionário, pelas funções que temos a vários níveis, para influenciar que os nossos parentes entrem na função pública, mesmo não estando capacitados, sob pena de estarmos a amordaçar o funcionalismo público e a prejudicar o progresso da competência, na gestão e administração pública”, disse.
Outro aspecto que o governador chamou a atenção tem a ver com a questão dos estudantes do centro universitário Kimpa Vita e da Escola Superior Pedagógica, que frequentam as aulas no período nocturno e não pagam as propinas em tempo real. José Maria dos Santos pediu a todos que reflectissem e mudassem de postura.

Tempo

Multimédia