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Governo constrói hospital municipal

MARCELO MANUEL | Samba-Cajú

O Governo Provincial do Cuanza Norte vai construir um hospital em Samba Caju, no âmbito dos programas de expansão da rede sanitária e melhoria da assistência. O director municipal da Saúde de Samba Caju, José Mateus Neto, , referiu que, desde princípios deste mês, decorrem trabalhos no terreno.

População é aconselhada a procurar as unidades sanitárias logo após os primeiros sintomas de doença e a evitar a automedicação
Fotografia: Camilo Fernando

O programa inclui a construção de mais um posto de saúde, na aldeia de Kitala kia Seno, que dista 30 quilómetros da comuna de Samba Lucala.José Mateus Neto informou  que as autoridades sanitárias do município de Samba Caju, a 101 quilómetros de Ndalatando, estão a apostar cada vez mais na expansão da rede sanitária, com a admissão e contratação de novos  técnicos e construção de unidades clínicas.
O director municipal da Saúde referiu que a materialização do programa permitiu melhorar em grande medida a assistência médica e medicamentosa. Contribuiu também para o aumento da qualidade de vida e a humanização dos serviços de saúde na região.
O município de Samba Caju ganhou diversas unidades sanitárias, com maior destaque para as do sector do Muloco, nas comunas de Samba Lucala, Pambos de Sonhi e Mussabo, num total de oito, a par da reestruturação da repartição municipal de Saúde. Além destas acções, José Neto informou que a construção de um depósito de medicamentos, sala de partos e morgue foram outros ganhos dos últimos 13 anos. Na região estão disponíveis 45 camas, estando o sector a trabalhar com 25 enfermeiros e quatro médicos, mas são necessários mais técnicos para cobrir as necessidades.
Os doentes  mais graves , por falta de especialistas, são evacuados para o Hospital Central de Ndalatando, em duas ambulâncias e viaturas de apoio.
O fornecimento de medicamentos de forma antecipada tem sido uma das estratégias do Governo Provincial, com vista à redução dos índices de mortalidade, com realce para crianças e mulheres grávidas.
No ano transacto, foram registados três casos de gravidez precoce, situação que preocupa as autoridades municipais.
Referiu que a região de Samba Caju conta com 42 parteiras tradicionais, treinadas para garantirem a realização de partos seguros a nível das comunidades.
Elogiou o empenho dos agentes comunitários pelo trabalho que fazem na sensibilização da população, sobre a importância dos serviços pré-natal e de prevenção das doenças correntes, situação que ajudou a aumentar a procura dos serviços das unidades sanitárias.
“Hoje já não temos muitas queixas de pessoas que, em vez de virem aos hospitais, recorrem aos quimbandas para serem tratadas, ou preferem a automedicação”, disse o director municipal da Saúde.
Em relação ao VIH/Sida, José Neto destacou que, no ano passado, foram registados 20 casos, sendo que neste primeiro trimestre as autoridades diagnosticaram cinco seropositivos. O município de Samba Caju tem todas as condições para o diagnóstico, aconselhamento e medicar os pacientes diagnosticados com o vírus da Sida.

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