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Governo desenvolve acções de prevenção

Marcelo Manuel | Ndalatando

A direcção provincial do Kwanza-Norte da Saúde, em parceria com a empresa de Soluções em Higiene e Saúde (SHS), desenvolveu durante este ano, nos municípios de Ambaca, Bolongongo, Ngonguembo, Samba Cajú e Quiculungo, várias acções destinadas a combater e prevenir as doenças do sono, desnutrição, diarreia, malária e enfermidades imuno-preveníveis.

Foram desenvolvidas várias acções destinadas a prevenir e combater as doenças mais frequentes na província do Kwanza-Norte
Fotografia: Jornal de Angola

De acordo com a coordenadora técnica das organizações SHS, Reniana Dilli Scarano, o projecto é uma iniciativa do Governo Provincial do Kwanza-Norte e visa, na sua essência, a aproximação dos serviços básicos de saúde à população, além de garantir a divulgação das actividades dos agentes comunitários espalhados pela província.
A nível do município do Ngonguembo foram realizados 167 testes para o diagnóstico da doença do sono, dos quais dois casos são tidos como suspeitos e evacuados para Ndalatando, para melhor estudo clínico.
Em relação à malária, adiantou que foram realizadas 127 análises, entre as localidades de Quilombo dos Dembos, sede do município do Ngonguembo, e Camungo, em Ndalatando, dos quais apenas dois tiveram resultados positivos.
Em Samba Cajú e Ambaca os técnicos de saúde realizaram 221 consultas de várias enfermidades, a adultos e crianças, tendo avançado que em Quiculungo e Bolongongo 44 mulheres gestantes receberam igual número de mosquiteiros impregnados. “Nas municipalidades de Ambaca e Bolongongo vacinámos 442 mulheres em idade fértil, com vista à prevenção de várias doenças oportunistas”, disse.
Reniana Scarano deu a conhecer, de igual modo, a realização de 215 testes de VIH/Sida, cuja divulgação dos resultados ficou sob responsabilidade do Programa Provincial de Luta contra a sida. Em forma de balanço das actividades desenvolvidas ao longo do ano em curso, frisou que a SHS formou 200 agentes comunitários e 32 supervisores de campo, o que permitiu a realização de várias acções de prevenção e tratamento de doenças em 336 aldeias e o registo de 28.699 famílias. O projecto permitiu também a efectivação de 107.595 visitas ao domicílio, acompanhamento médico a 20.932 crianças menores de cinco anos e 1.503 parturientes, construção de 830 latrinas, 3.679 campanhas de sensibilização e palestras, incremento de 309 aterros sanitários, assim como 12 feiras de saúde a nível dos dez municípios que compõem a província do Kwanza-Norte, segundo Dilli Scarano.

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