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Governo expande serviços básicos em Quiculungo no Kwanza-Norte

Marcelo Manuel |Quiculungo

As condições sociais da população do município de Quiculungo, na província de Kwanza-Norte, estão a conhecer melhorias significativas, nos últimos tempos, frutos dos investimentos feitos pelas autoridades governamentais.

Quiculungo é um dos municípios mais forte em termos de exploração da madeira possuindo ainda a maior serração da província
Fotografia: Nilo Mateus

As condições sociais da população do município de Quiculungo, na província de Kwanza-Norte, estão a conhecer melhorias significativas, nos últimos tempos, frutos dos investimentos feitos pelas autoridades governamentais.
Desde o alcance da paz, em 2002, o governo do Kwanza-Norte tem trabalhado afincadamente com vista a garantir todos os serviços essenciais à população, a­través da construção e reabilitação de infra-estruturas escolares, sanitárias, comerciais e da melhoria na distribuição de energia eléctrica e água potável.
Nas últimos dias, o governador Henrique André Júnior inaugurou vários empreendimentos, com destaque para três escolas, igual número de unidades sanitárias, dez habitações para os serviços de vacinação, administração do hospital municipal, médicos, enfermeiros e professores.
Os empreendimentos educacionais e sanitários foram inaugurados, nos sectores de Bengueji, Kianvo e aldeias do Zala, Tita e Bonzo. As escolas, com nove salas e 370 carteiras, beneficiam 1.500 alunos da iniciação à sexta classe.
Actualmente, segundos dados apurados pelo Jornal de Angola, o município de Quiculungo conta com 22 escolas, frequentadas por 4.119 alunos matriculados no presente ano lectivo. As aulas são asseguradas por 204 professores.
O sector da saúde no município ganhou outro alento, com a entrega de novas unidades sanitárias, que vão garantir a assistência medicamentosa a 8.000 pessoas.
Os postos de saúde possuem consultórios, salas de internamento e de observação e farmácias. Cada centro de saúde tem um corpo clínico composto por um técnico de enfermagem e dois médicos que vão prestar assistência duas vezes por semana.
A execução dos projectos durou de quatro e sete meses, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza no seio das comunidades rurais.
O município tem um novo posto da Polícia Nacional, construído de raiz, com caserna, gabinetes do comandante e segundo comandante, duas celas, guarita, refeitório e outras áreas administrativas.
Henrique André Júnior frisou que o governo da província vai continuar a desenvolver acções do género, com o objectivo de tornar as comunidades locais com melhores condições, tendo apelado à preservação dos imóveis para a servidão das sociedades vindouras.
Com uma agricultura de subsistência, Quiculungo tem registado, nos últimos tempos, algumas iniciativas de mecanização realizadas por tês tractores adquiridos pela Administração Municipal.
Os principais produtos cultivados são a mandioca, o feijão, batatas, repolho, couve, cenouras, pimenta, banana, inhame e vários tipos de frutas, com destaque para a manga, o abacate e o ananás. A representação local do Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas tem sob controlo mais de 100 fazendas de café, sendo que apenas 16 estão em pleno funcionamento.
Quiculungo é um dos municípios mais fortes, em termos de exploração da madeira, possuindo ainda a maior serração da província. Os mais de 12.000 habitantes mantêm-se em comunicação com o resto do país e com o mundo, graças ao sinal da Rádio Nacional de Angola e da Televisão Pública de Angola e do Jornal de Angola, que ainda continuam a chegar com um certo atraso, devido à irregularidade dos transportes.
O município conta com serviços de uma única rede de telefonia móvel, mas funciona apenas na vila.

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