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Governo inicia reabilitação das estradas intermunicipais

André Brandão | Ndalatando

Um total de 81 quilómetros de estradas que ligam os municípios de Samba Caju, Banga, Kikulungo e Bolongongo, na província do Cuanza-Norte beneficiam, desde segunda-feira, de obras de reabilitação e de asfaltagem.

Momento que marcou o acto de consignação entre os representantes do Instituto Nacional de Estradas de Angola e da empresa Griner Engenharia
Fotografia: André Brandão | Ndalatando | Edições Novembro

Os trabalhos arrancaram após o acto de consignação entre o Instituto Nacional de Estradas de Angola e a empreiteira Griner Engenharia. A obra é financiado pelo Executivo angolano. Com itinerários diferentes, a missão consiste em reabilitar e asfaltar os 46 quilómetros entre os municípios de Samba Caju e da Banga, 36,5 quilómetros da Banga a Kikulungo. Prevê ainda 9,5 quilómetros da sede entre Kikulungo e a vila de Bolongongo.
A cargo da empresa Griner Engenharia, os trabalhos contemplam a reabilitação e asfaltagem das estradas dos quatro municípios, num período de 15 meses e está orçado em mais de 11 mil milhões de kwanzas. A empreitada vai gerar 380 postos de trabalho.
Com duas faixas de rodagens e um perfil transversal de sete metros cada, ao longo da estrada são construídas 50 passagens hidráulicas e dez pontes.
O ministro da Construção, Artur Fortunato, considerou fundamental a construção das estradas que dão acesso aos municípios de Samba-Caju, Banga, Kikulungo e Bolongongo, e explicou que se trata de um investimento do Executivo de longo prazo, com base na promoção e na melhoria das condições de vida, e do bem-estar das populações destas localidades.
Artur Fortunato admitiu que o Cuanza-Norte dispõe de uma via rodoviária muito importante no contexto da rede nacional de estradas, por representa uma alternativa significativa na ligação entre as províncias de Malanje e Uíge, a partir de Luanda ou do Cuanza-Sul.
"A reparação destas estradas são uma oportunidade inegável na melhoria da circulação rodoviária das populações das províncias do Cuanza-Norte, Uíge e Malanje, assim como no aumento e regularização das trocas comercias entre os diversos municípios destas provinciais e não só", salientou Artur Fortunato.
De acordo com o ministro, a província do Cuanza-Norte é igualmente conhecida pelo seu potencial económico, sobretudo no domínio da agricultura, particularmente na produção do café, sisal, cereais, minerais, desenvolvimento da agropecuária e na transformação da madeira.
O governador provincial do Cuanza-Norte, José Maria Ferraz dos Santos, manifestou-se feliz pelo facto da obra constituir uma das prioridades a nível da província.
José Maria Ferraz dos Santos acredita que, com a reabilitação das estradas que ligam os municípios da província, o Governo vai resolver parte dos problemas e, desta forma, motivar e trazer maior satisfação no seio da população. “É preocupação do Governo ver melhorada a malha rodoviária da província.”

A população agradece


A satisfação era grande no seio dos munícipes de Samba Caju, Banga, Kikulungo e Bolongongo. Alguns cidadãos consideram um estímulo a reabilitação das vias que vai ligar os três municípios, referindo que os agricultores que antes viam grande parte da produção deteriorada no campo, devido a falta de escoamento, sentem-se agora aliviados.
O agricultor António de Jesus, de 41 anos, nasceu e vive no Kikulungo. Para ele, a reabilitação da via constitui uma demonstração da aposta do Governo em reforçar a aproximação entre as várias localidades e promover o intercâmbio entre o campo e a cidade.
Inácio Neto, um outros camponês, destacou a importância da reabilitação da estrada que, na sua perspectiva, vai facilitar o intercâmbio comercial por serem os maiores produtores de café.
“Estamos felizes pela recuperação das estradas. Agora já é possível trabalhar mais e melhor, porque temos  como escoar o produto do campo para os grandes centros urbanos da província e do país em geral.

População do Cuanza-Norte é maioritariamente camponesa

A província do Cuanza Norte conta actualmente com 427. 971 habitantes, sendo 51,6 por cento de sexo feminino, de acordo com os dados do últimos dados preliminares do Recenseamento Geral da População e Habitação.
Sessenta por cento da população do Cuanza Norte vive em zonas urbanas, onde o Cazengo (município sede da província), com 165.839 habitantes, concentra 38,8 por cento da população da região, seguido de Cambambe com 88.951 e Ambaca com 60. 835.
O município de Ngonguembo, com seis mil e 865 habitantes, é o menos populoso da província, com  uma cifra de 1,6 por cento.
Ainda em relação aos resultados preliminares do Censo, foram contabilizados 9.493 habitantes no município da Banga (2,2%), 10.060 populares em Quiculungo (2,4%), Bolongongo com 12.635 (3%), Lucala 20.148 (4%), Samba Cajú, 23.886 (5,6%), e Golungo Alto, 29. 259 habitantes, correspondentes a 6,8%.
Estes dados espelham ainda que 62 por cento da população do Cuanza Norte vive em zonas urbanas e 38 por cento nas áreas rurais, destacando os municípios do Ngonguembo e Banga com população 100 por cento rural, enquanto o Cazengo (sede da província) é o mais urbanizado. A província é caracterizada como uma região pouco habitada pelo facto de albergar apenas 20 indivíduos por quilómetro quadrado.
A província do Cuanza-Norte é caracterizada como uma região pouco habitada pelo facto de albergar apenas indivíduos por quilómetros quadrado.
Cuanza-Norte, circunscrição situa a 190 quilómetros à leste de Luanda.

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