Províncias

Grandes colheitas no Kwanza-Norte

Manuel Fontoura| Ndalatando

As autoridades provinciais perspectivam grandes colheitas para a próxima campanha agrícola, dadas as condições que foram colocadas à disposição dos agricultores pelo Executico, considerou o chefe de departamento do Instituto de Desenvolvimento Agrário do Kwanza-Norte, Paulo Bungo.

As culturas efectuadas durante a campanha sobretudo as de sequeiro foram colhidas enquanto as hortícolas estão em fase de crescimento
Fotografia: JA

Paulo Bungo salientou, por exemplo, que cerca de um milhão de toneladas de produtos diversos, como ginguba, milho, feijão, batata-doce, mandioca, inhame e banana, hortícolas, frutas, entre outros, já foram colhidas na província do Kwanza-Norte, numa área estimada em 117.956 hectares.
O chefe de departamento disse que as culturas efectuadas durante a campanha, sobretudo as de sequeiro, foram colhidas, enquanto as hortícolas estão em fase de  crescimento vegetativo.
O Instituto de Desenvolvimento pretende desenvolver várias actividades, como identificar áreas de intervenção e registo de famílias camponesas, acompanhar a preparação e o cultivo de terras, assim como a recepção e distribuição de factores de produção, salientou.
O IDA prevê ainda formar e capacitar técnicos, reabilitar e apetrechar as Estações de Desenvolvimento Agrário (EDA), apoiar a comercialização, levantamento dos preços, organização comunitária, instalar campos de demonstrações e de experimentação, medição de áreas, avaliação da produção e acompanhar as colheitas.
A província controla 75.226 produtores e esperam-se bons resultados, com destaque para o cultivo de 23.684 hectares de milho, 17.721 de amendoim, 49.981 de mandioca, 2.629 de batata-doce, 3.451 de hortícolas, 14.181 de feijão manteiga e outros 3.371 de macunde, 2.787 de banana e 150 hectares de batata. O departamento provincial do IDA espera igualmente receber e distribuir 150 toneladas de fertilizantes, construir quatro EDA e capacitar 50 técnicos dessa última instituição.
Paulo Bungo anunciou que na província, onde existem actualmente 60 cooperativas agrícolas organizadas e legalizadas, pretende-se instalar cerca de 30 campos, com vista a produzir em grande escala e colher mais de 1.146.793 toneladas de produtos diversos.
A maior parte das famílias camponesas enquadradas nos programas de extensão e desenvolvimento rural, fomento agrícola, reinserção de desmobilizados, crédito de campanha e combate à pobreza preparou as suas áreas de cultivo manualmente.
Nesta conformidade, foram preparados 117.972 hectares de terras, sendo 2.560 mecanizados e 115.638 não mecanizados, ressaltou o agrónomo Paulo Bungo, que referiu que os camponeses da região, na sua maioria, se encontram filiados em associações e cooperativas agrícolas.
“Infelizmente, por dificuldades de vária ordem, sobretudo financeiras, muitas associações e cooperativas não estão legalizadas, apesar do esforço do IDA e da UNACA, no sentido de motivá-las para tratarem o assunto junto do notário, com vista a obterem os documentos que as legalize”, disse.
A província do Kwanza-Norte conta com 485 associações e 100 cooperativas, sendo que os líderes destes grupos nos municípios de Samba Caju, Ambaca e Ngonguembo beneficiaram em tempos de acções de capacitação.

Ferramentas distribuídos


Durante opresente ano foram distribuídos insumos agrícolas, como 30 toneladas de milho, 60 de adubo composto e igual número de adubo simples. Ainda existem reservas de enxadas tradicionais, catanas e limas.

Situação do crédito agrícola

Paulo Bungo referiu que o processo de entrega de kits agrícolas, no Kwanza-Norte, começou em Fevereiro de 2011 nos municípios de Bolongongo e Quiculungo. Nessa altura, foram cadastrados 3.567 produtores, dos quais 1.419 camponeses beneficiaram de crédito agrícola de campanha, com um valor global de 355.925.692 kwanzas.
Os principais produtos colhidos são vendidos nos principais mercados da província e grande parte é escoada para Luanda, onde são vendidos, principalmente por quitandeiras, as principais intervenientes no processo.
Quanto aos preços, estes variam em função dos mercados e da procura e da oferta. As vias de acesso para o escoamento dos produtos, sobretudo as terciárias, que continuam precárias, têm influenciado, de certo modo, nos preços praticados.

Campos de demonstração


Paulo Bungo reafirmou que os técnicos das EDA implementaram 43 campos de demonstração, sendo 24 de mandioca, seis de milho, dez de feijão e três de ginguba. Os agricultores aprenderam várias técnicas, como o uso correcto do compasso, selecção de sementes, número de sementes por cada cova e sua profundidade e o comprimento ideal da estaca a plantar.
No âmbito do programa de reforço da capacidade de intervenção das EDA, a instituição que dirige beneficiou de um reforço de 28 técnicos, recrutados pelo IDA, e 25 outros de suporte a cargo do Governo Provincial do Kwanza-Norte.

Tempo

Multimédia