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Gravidez precoce está a aumentar

A administradora municipal de Samba Cajú, Kwanza-Norte, Eulália Bastos, manifestou preocupação com a elevada frequência de casos de gravidez entre as adolescentes da região, afectando a sua escolarização e crescimento.

Mulheres em estado de gestação aguardando pela consulta numa das maternidades
Fotografia: Jornal de Angola

A administradora municipal de Samba Cajú, Kwanza-Norte, Eulália Bastos, manifestou preocupação com a elevada frequência de casos de gravidez entre as adolescentes da região, afectando a sua escolarização e crescimento.
Eulália Bastos disse que o fenómeno pode acentuar os desníveis entre rapazes e raparigas e criar obstáculos ao progresso e ao desenvolvimento harmonioso do município.
“Sinto-me triste que as meninas não atinjam os níveis de escolarização desejáveis porque ficam grávidas”, observou Eulália Bastos.
Apesar de não haver estatísticas, a administradora de Samba Cajú, considera o problema “alarmante” e defende “medidas urgentes para a sua solução”.
A administradora Eulália Bastos lança uma suspeita grave: “penso que os pais só estão preocupados com o alambamento das filhas e quererem livrar-se delas o mais cedo possível, por isso incentivam as meninas a contraírem matrimónio quando ainda deviam estar a estudar”. />A administradora aponta o reverso da medalha: “não sei que lucros obtêm com a gravidez precoce porque “regra geral são as raparigas que acabam por pagar, sozinhas, os custos de terem um filho, sacrificando seus estudos e suas perspectivas futuras, enquanto o parceiro continua a estudar como se nada tivesse a ver com o assunto”. Eulália Bastos disse que chegou a hora de mudar as mentalidades: “temos de corrigir algumas práticas culturais que impedem o desenvolvimento da mulher”.
A Administração Municipal tem levado a cabo campanhas de sensibilização, mostrando a importância da escolarização das meninas “porque quanto mais estudarem mais úteis são à sociedade”.
A administradora de Samba Caju disse ainda que os pais e encarregados de educação participam pouco no processo que visa a inversão da mentalidade que está a criar um problema grave como a gravidez na adolescência: “ pelo contrário, os pais incentivam a prática de casamentos precoces”, denunciou Eulália Bastos.

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