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Henrique Júnior vistoria as obras

Marcelo Manuel| Ngonguembo

O município do Ngonguembo, no Kwanza-Norte, um dos mais afectados pela guerra, está aos poucos a recuperar e a projectar infra-estruturas sociais e económicas, que visam melhorar a qualidade de vida da população, através dos vários programas de desenvolvimento, instituídos pelo Executivo.

O governador e membros do governo visitaram recentemente as obras em curso que visam melhorar o nível de vida da população
Fotografia: Marcelo Manuel| Ngonguembo

O município do Ngonguembo, no Kwanza-Norte, um dos mais afectados pela guerra, está aos poucos a recuperar e a projectar infra-estruturas sociais e económicas, que visam melhorar a qualidade de vida da população, através dos vários programas de desenvolvimento, instituídos pelo Executivo.
O administrador local, Mateus Garcia, frisou que o processo de paz vigente em Angola está a permitir uma melhor circulação de pessoas e bens, apesar de haver ainda algumas dificuldades em relação ao mau estado das vias de acesso.
Entre outros ganhos da paz aponta a materialização paulatina do Programa de Reconstrução Nacional e de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza, que até ao momento permitiram a construção de uma escola com capacidade para 250 alunos e a reconstrução de um posto de saúde com cinco camas, na comuna de Camame.
O sector de Kafuta ganhou no mesmo período uma escola primária com duas salas e residência para professores, situação que permitiu inserir 428 alunos, da iniciação à sexta classe.
O administrador comunal de Kavunga, Apolinário António, afirmou que brevemente a sede comunal vai beneficiar de um projecto urbanístico, que visa a construção de 50 casas, escolas, postos sanitários e administrativos. Entre os imóveis projectados,  para a comuna de Kavunga, constam casas para quadros da Administração Comunal e esquadra policial.
O administrador não apontou a data precisa para o arranque das obras, mas acredita que podem começar ainda no decurso deste ano. Apolinário António sublinhou que actualmente decorrem a nível da localidade de Songuelo, a três quilómetros da vila, obras de construção de um reservatório, com capacidade para 36 mil metros cúbicos de água, com o objectivo de garantir melhor consumo aos mais de três mil habitantes da região.
Apolinário revelou também que o projecto engloba a construção de dez chafarizes, a nível da sede e arredores. Avançou que até ao momento decorrem trabalhos de levantamento para a concretização da rede interna de distribuição e compra do material para a construção dos fontenários.

Canteiro de obras

A sede municipal do Ngonguembo, Quilombo dos Dembos, é actualmente um canteiro de obras, em função dos vários projectos de construção civil em curso, a destacar a nova administração municipal, esquadra policial, residência para o administrador e seu adjunto e outra para técnicos.
Dos imóveis em construção em Quilombo dos Dembos constam as residências do primeiro e segundo comandante da Polícia Nacional e casa protocolar.
Entre todas as obras, a mais avançada é a casa para técnicos, projectada com seis suites, sala comum e cozinha. Das obras acabadas, constam de igual modo as duas casas geminadas e o núcleo do ensino médio, recentemente inauguradas pelo governador provincial do Kwanza-Norte, Henrique Júnior.
O responsável da empresa encarregue pela execução do projecto, Almeida Bernardo, assegurou que as obras decorrem a bom ritmo, factor que indica a conclusão do projecto dentro do tempo contratual. Deu a conhecer que a Administração Municipal vai ter dependências, como dois gabinetes para o administrador e seu adjunto, áreas de recursos humanos, finanças, sala para reuniões e atendimento ao público, para além de uma secretaria. O responsável assegurou haver material suficiente para a conclusão das obras nos prazos previstos, apesar dos mesmos serem todos provenientes da província de Luanda.
O administrador local, Mateus Garcia, disse que os projectos relacionados com o programa de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza estão avaliados em mais de 89 milhões de kwanzas.
A par do sector imobiliário, notam-se também incentivos no sector da Agricultura, onde recentemente a Administração Municipal atribuiu aos camponeses dois tractores, com as suas respectivas charruas e carroçarias. A Administração entregou ainda quatro moto-bombas, com mangueiras de 200 metros cada, que foram distribuídas para os agricultores das 19 associações de camponeses existentes. Nos  1.400 metros quadrados de extensão do município é possível cultivar-se produtos como o café, banana, mandioca, feijão macunde, batata-doce e rena, inhame e diversas frutas. Matas densas permitem a sobrevivência de animais selvagens de que, em sua opinião, alguns contribuem para a melhoria da dieta alimentar dos 5.690 habitantes locais.

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