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Hospital central de Ndalatando precisa de doadores de sangue

André Brandão | Ndalatando

O centro de hemoterapia do Hospital Central do Kwanza-Norte, em Ndalatando, regista, nos últimos dias, uma grande carência de sangue, por falta de dadores voluntários permanentes.

Responsáveis sanitários preocupados com falta de sangue
Fotografia: Marcelo Manuel

O centro de hemoterapia do Hospital Central do Kwanza-Norte, em Ndalatando, regista, nos últimos dias, uma grande carência de sangue, por falta de dadores voluntários permanentes.
O responsável do serviço de sangue, Moisés Kussevi, afirmou que na província não existe qualquer associação ou grupo de dadores que possam regularmente abastecer a unidade.
Nesta altura, salientou, o centro de hemoterapia do Hospital Central tem contado apenas com as doações feitas por membros de igrejas. Moisés Kussevi lamentou o facto do hospital ter apenas seis dadores voluntários residentes na cidade de Ndalatando, número considerado insignificante para uma unidade que atende diariamente dezenas de pacientes com necessidade de transfusões.
Fiéis da Igreja Evangélica Baptista doaram dez unidades de sangue, mas esta quantidade foi insuficiente para cobrir as necessidades do hospital e da maternidade provincial.
Para o técnico, o banco de sangue é o coração de um hospital: “as pessoas devem ter consciência que o sangue é vida e que o homem não consegue viver sem ele”, salientou para apelar à comunidade para dar sangue gratuitamente.
Moisés Kussevi pediu igualmente às associações juvenis, Polícia Nacional, Forças Armadas Angolanas e pessoas singulares a doarem voluntariamente, uma vez que, diariamente, há sempre alguém a precisar de sangue para sobreviver, principalmente o factor negativo, que é o grupo sanguíneo mais difícil de aparecer.
O responsável da área de hemoterapia esclareceu que doar sangue não mata, mas salva vidas, permitindo igualmente saber, no momento, o estado serológico do dador.   
Para dar sangue basta que o dador seja saudável, que pese acima de 50 quilos e esteja entre os 18 e os 60 anos. Estas pessoas podem doar até 400 mililitros, explicou.

Bancos de sangue

A falta de bancos de sangue nos municípios está a provocar o encaminhamento de doentes para o Hospital Central de Ndalatando. Moisés Kussevi disse que, devido à chegada tardia dos pacientes à unidade central, dezenas de doentes chegam a falecer.
Para reverter este quadro, a Direcção Provincial da Saúde, sob coordenação do governo local, está empenhada na construção de centros de sangue nos municípios mais distantes da sede da província, a fim de acudir às necessidades locais. Centro mais moderno
O serviço de hemoterapia do Hospital Central de Ndalatando apresenta actualmente serviços modernos, disse o enfermeiro Moisés Kussevi. Para tudo ficar bem, faltam os dadores.  A unidade possui ainda um banco de sangue com duas divisões, uma arca congeladora, marquise, centrifugadora, extractor de plasma, estufa e um agitador de VDRL.
A recolha de sangue é assegurada por 12 enfermeiros formados, divididos em quatro turnos e o centro tem capacidade para conservar entre 50 a 60 litros de sangue, quantidade necessária por mês.

Cruz Vermelha

A Cruz Vermelha de Angola (CVA) no Kwanza-Norte tem regidtados 550 doadores voluntários, revelou o promotor de sangue da direcção provincial da instituição, João José Fula.
O responsável daquela organização lamentou o facto dos doadores nem sempre estarem disponíveis para exercerem esse papel, quando o Hospital Provincial necessita dos seus préstimos.

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