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Hospital Central de Ndalatando sem capacidade para a procura

Marcelo Manuel | Ndalatando

O mau funcionamento do banco de urgência do Hospital Central do Kwanza-Norte, situado em Ndalatando, inquieta os membros do governo local.

Banco de urgência regista grande afluência de doentes, mas faltam meios
Fotografia: Nilo Mateus

O mau funcionamento do banco de urgência do Hospital Central do Kwanza-Norte, situado em Ndalatando, inquieta os membros do governo local.
Reclamações da população que criticam a demora no atendimento, faltas de respeito e tratamento diferenciado entre pacientes, estão na origem das preocupações do governo provincial.
De acordo com o administrador do Hospital Central, Justino Tchikenge, a falta de postos de saúde públicos na periferia, a falta de espaço nos dois consultórios do banco de urgência, bem como a carência de enfermeiros, são alguns dos factores que determinam o estrangulamento no atendimento.
“A nossa população é impaciente e recorre apenas ao hospital provincial em busca de tratamento médico, ignorando a existência do centro de saúde municipal, o que nos cria imensos transtornos”, justificou.
Actualmente, o banco de urgência do hospital provincial funciona com quatro médicos e seis enfermeiros, por turnos, que diariamente atendem cerca de 120 ou 150 doentes. A doença mais frequente é a malária, que representa 13 por cento dos internamentos. Justino Tchikenge garantiu que os pacientes menos graves são enviados para o centro municipal de saúde, situação que desagrada a uns, o que dá lugar a reclamações.
O administrador do Hospital Central disse que a instituição, além de uma ajuda financeira do governo provincial, recebe do Estado, mensalmente, quatro milhões de kwanzas que servem para a compra de fármacos.
Justino Tchikenge afirmou que a unidade sanitária precisa de reabilitação e ampliação para prestação de melhor serviço aos mais de 150 mil habitantes. Na opinião do administrador, a situação vai melhorar com a entrada em funcionamento do hospital municipal de Cazengo e do centro médico do Sassa, que estão a ser construídos de raiz e que têm capacidades para 70 e 40 camas, respectivamente.
Actualmente, o hospital provincial do Kwanza-Norte funciona com 167 camas, 120 enfermeiros de nível médio, 72 auxiliares e um total de 24 técnicos de diagnóstico e terapêutica.

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