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Hospital de Ndalatando em reabilitação

Marcelo Manuel | Ndalatando

As obras de reabilitação e ampliação do Hospital Central de Ndalatando, na província do Kwanza-Norte, iniciadas este mês, podem ser concluídas ainda este ano, garantiu ao Jornal de Angola o encarregado do projecto,  José Peixoto.

As obras de reabilitação do Hospital Central de Ndalatando começaram este mês e podem estar concluídas antes do final do ano
Fotografia: Nilo Mateus | Ndalatando

Os trabalhos decorrem a bom ritmo e podemos entregar a obra ainda este ano”, afirmou o responsável, que disse não haver dificuldades com material, mas lamentou a ocorrência de chuvas que “podem atrapalhar um pouco os trabalhos.
As obras incluem a construção de áreas de doenças infecciosas, queimados, laboratório de análises e cuidados intensivos. A casa mortuária, gabinetes e as áreas de pediatria, medicina, cozinha e lavandaria também vão ser reabilitados, referiu José Peixoto, notando que a empreitada gerou 70 empregos.
Com a sua conclusão, o hospital de Ndalatando vai passar a ter 250 camas contra as 120 actuais.

Tuberculose e lepra

A província do Kwanza-Norte vai ter pela primeira vez um hospital especializado no diagnóstico, tratamento e internamento de pessoas com tuberculose e lepra.
As obras do referido hospital estão a ser erguidas na zona do KM 11, arredores da cidade de Ndalatando, município do Cazengo. O responsável da área de tuberculose na província, Barros Pegado, disse que o imóvel vai ocupar 500 metros quadrados e ter capacidade para internar 40 pessoas.
“Se o empreiteiro continuar com a mesma dinâmica, podemos ter o hospital pronto nos primeiros três meses do próximo ano”, salientou, notando que, de momento, os doentes de lepra e tuberculose são internados numa das salas do hospital de Ndalatando.
As obras de ampliação e reabilitação do hospital de Ndalatando estão a deixar expectante a população, que espera, assim, evitar deslocações às províncias de Luanda e Malange em busca de cuidados médicos.
Ginga dos Prazeres, que sofre de problemas cardiovasculares, espera que, com os novos serviços, as pessoas possam economizar os recursos que despendem na deslocação a outras províncias para tratamento médico. A sua opinião é corroborada por outros munícipes contactados pela nossa reportagem.

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