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Hospital municipal de Cambambe precisa de serviços de especialidade

Marcelo Manuel | Cambambe

O Hospital Central de Cambambe, província do Kwanza-Norte, carece de alguns serviços de especialidade, como cirurgia geral e estomatologia, disse o responsável local do sector da Saúde, João Mateus Donga.

Autoridades apostam na reabilitação e na construção de unidades sanitárias para baixar os índices de mortalidade nas comunidades
Fotografia: Nilo Mateus | Cambambe

O Hospital Central de Cambambe, província do Kwanza-Norte, carece de alguns serviços de especialidade, como cirurgia geral e estomatologia, disse o responsável local do sector da Saúde, João Mateus Donga.
O responsável afirmou que o Hospital Central de Cambambe precisa também de revitalizar e ampliar o seu laboratório de análises clínicas, para uma melhor prestação de serviços médicos e medicamentosos à população local.
João Mateus Donga avançou que, para a resolução destes problemas, a administração local trabalha junto do governo do Kwanza-Norte para a criação de espaços, onde devem funcionar os referidos serviços, bem como para a vinda de técnicos cubanos especializados nas áreas em causa.
O responsável frisou que a chegada dos médicos depende no essencial da existência de uma residência, com pelo menos quatro quartos, situação que, disse, já está a ser acautelada, aguardando-se apenas o apetrecho da mesma.
João Donga precisou ainda que está a ser criado um projecto de construção de mais oito unidades sanitárias a nível das comunidades rurais, perfazendo um total de 17. Destas, acrescentou, quatro encontram-se concluídas e as restantes em fase de acabamento.
“A pretensão do alargamento da rede sanitária do município de Cambambe visa no essencial conferir melhor qualidade à assistência médica e medicamentosa, com realce no que toca à redução das distâncias percorridas em busca de tais serviços”, concluiu. João Mateus Donga revelou que a comuna de Massangano, que dista cerca de 50 quilómetros da cidade do Dondo, foi há pouco tempo assolada por um surto de diarreia, onde foram diagnosticados 28 casos, dos quais dois resultaram em óbitos.
O responsável afirmou que a falta de saneamento básico e o consumo de água imprópria estiveram na base do surgimento da doença, com destaque para as localidades de Banze e Bondo. Para evitar casos do género, a administração municipal fornece água potável três vezes por semana à população, através de um camião cisterna, com capacidade para 25 mil litros.
Em relação à tripanossomíases, João Mateus Donga sublinhou que a região mais crítica é a da comuna de São Pedro da Quilemba.
No ano transacto, o sector registou 16 casos, todos tratados no centro municipal de Cambambe.

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