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Hospital municipal do Lucala sem casos de doença do sono

Paulo Mateus | Lucala

O hospital municipal do Lucala, na província do Kwanza-Norte, não regista, há mais de seis meses, casos de doença do sono, fruto das constantes campanhas de prospecção e tratamento da doença, realizadas nos últimos anos.

O hospital municipal do Lucala, na província do Kwanza-Norte, não regista, há mais de seis meses, casos de doença do sono, fruto das constantes campanhas de prospecção e tratamento da doença, realizadas nos últimos anos.
De acordo com uma nota daquele dispensário, durante os primeiros meses de 2009 foram registados oito casos da doença, contra os 12 registados em 2008, sem causar qualquer morte. Do final de 2009 até à presente data, não se registou qualquer caso de tripanossomíase, o que leva a acreditar que a doença está a ser erradica na região.
Numa ronda feita pela nossa reportagem constatou-se que as salas de internamento do hospital se encontram encerradas, por não existirem pacientes.
A estatística aponta as regiões do Samba-Cajú (Kwanza-Norte), Cacuso, Quizenga, Canjonjo e Cambunze, pertencentes à vizinha província de Malange, como as mais afectadas pela doença.

Malária

As autoridades sanitárias do município do Lucala reconhecem a redução de óbitos por malária na região. Dos 47 casos registados em 2008 passou-se para 20 no ano passado, fruto do empenho dos técnicos na luta contra a doença.
De acordo com o responsável do programa de luta contra a doença, Bosco Afonso, durante o ano anterior foram consultados 6.427 pacientes, contra os 14.385 em 2008.  
O técnico disse que a redução se deve ao empenho, por parte das autoridades sanitárias, na informação, ensino e comunicação às comunidades (IEC), no sentido de procurarem os serviços de saúde, o uso de drogas antimaláricas acessíveis e seguras, como o Coartem, mosquiteiros impregnados com insecticida de longa duração e formação de pessoal para o melhor manuseamento de casos, evitando-se assim a evolução da malária.
Nos últimos três anos, das 9.476 pessoas diagnosticadas, 124 morreram de malária. Na luta contra a doença, acrescentou, decorre um projecto denominado luta anti vectorial e larval, com vista à redução da taxa de mortalidade, através do envolvimento massivo das comunidades. Os técnicos e mobilizadores formados recentemente trabalham nas comunidades para o controlo integrado do vector.
O hospital municipal do Lucala possui 94 camas e conta com uma rede de serviços, como saúde pública, grandes endemias, tripanossomíasse, Raio X, Maternidade, núcleo de Aconselhamento e Testagem Voluntária sobre VIH/SIDA e medicina geral.
A administração local, no âmbito da descentralização financeira, está a construir uma morgue e uma lavandaria, facto que mereceu elogios da população. Os trabalhos decorrem a bom ritmo e estão já em fase de conclusão.
No município do Lucala estão a ser erguidos três postos médicos, nas localidades da Pamba, CTT e Coio, numa iniciativa do Fundo de Apoio Social (FAS) e Cruz Vermelha de Angola. Os trabalhos estão paralisados por motivos que não foram revelados. Com uma população estimada em cerca de 13 mil habitantes, o município do Lucala conta com 27 aldeias e dois postos de saúde em funcionamento.

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