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Hospital provincial com falta de sangue

O serviço de hemoterapia do Hospital Provincial do Kwanza-Norte debate-se com falta de sangue, devido à exiguidade de dadores voluntários na província.

Serviço de saúde precisa de dadores
Fotografia: Jornal de Angola

O serviço de hemoterapia do Hospital Provincial do Kwanza-Norte debate-se com falta de sangue, devido à exiguidade de dadores voluntários na província.
 A informação foi dada pelo responsável dos serviços, Moisés Kussevi. Revelou que a situação tem acarretado inúmeros riscos para a vida dos pacientes.
Moisés Kussevi esclareceu que o hospital se debate com uma rotura de stocks de sangue, situação que obrigou a instituição a solicitar a doação por parte dos familiares dos pacientes ou mediante recurso à pessoas de boa vontade, por via de apelos na emissora provincial da RNA.
O serviço de hemoterapia dispõe de uma capacidade para armazenar 250 litros de sangue e conta com uma reserva de apenas 14 unidades (bolsas), correspondentes a sete litros de vários grupos sanguíneos.
Moisés Kussevi disse que a situação é ainda agravada pelo facto da província não dispor de dadores de sangue voluntários.
“A instituição conta apenas com acções de doação voluntária por parte de algumas organizações juvenis de igrejas e de partidos políticos, mas que se tem mostrado insuficiente para dar resposta às necessidades da instituição”, afirmou.
A situação é preocupante, visto que por mês, só existem dez dadores voluntários no hospital. Moisés Kussevi informou que o sector tem feito acções de sensibilização e mobilização das organizações juvenis de igrejas, efectivos da Polícia Nacional e membros da sociedade civil para aderirem às campanhas voluntárias de doação de sangue, que se destinam a salvar vidas humanas.
O serviço de sangue do Hospital Provincial do Kwanza-Norte dispõe de todas as condições para a testagem do sangue, mediante o uso de técnicas avançadas e reconhecidas internacionalmente.
Para ser um dador de sangue voluntário, basta ter mais de 18 anos, levar uma vida saudável, com peso acima dos 50 quilos e que não faça uso abusivo de bebidas alcoólicas ou de tabaco, esclareceu a Moisés Kussevi.

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