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Hospital Provincial precisa de sangue

Kátia Ramos | Ndalatando

O Hospital Provincial do Kwanza-Norte tem falta de sangue. Familiares de pacientes e técnicos daquela instituição, que é a maior unidade sanitária da província, não medem esforços para conseguir dadores de sangue para salvar vidas em perigo.

Doar sangue é indispensável para salvar muitas vidas humanas
Fotografia: Jornal de Angola

O Hospital Provincial do Kwanza-Norte tem falta de sangue. Familiares de pacientes e técnicos daquela instituição, que é a maior unidade sanitária da província, não medem esforços para conseguir dadores de sangue para salvar vidas em perigo.
O hospital dispunha de apenas cinco dadores permanentes, afectos à Cruz Vermelha de Angola, para além de alguns membros das igrejas Universal do Reino de Deus e Bom Deus, que desistiram de continuar com esta acção benévola.
O banco de sangue do hospital encontra-se cada vez mais desprovido de stocks de sangue para atender a procura, uma situação tida como preocupante pelas autoridades sanitárias da província.
Lucrécia Manuel da Silva, de 36 anos, residente no município da Banga, encontra-se há uma semana na pediatria local com a filha de nove meses que padece de malária. A mãe pede dadores de sangue voluntários que salvem a sua filha.
O director-geral do Hospital Provincial do Kwanza-Norte, Justino Tchequele, afirmou que a falta de dadores de sangue e a sua escassez nos Serviços de Hemoterapia (Banco de Sangue) da unidade, 96 pacientes, entre Abril de 2008 a Dezembro do corrente ano, faleceram com problemas de falta de sangue.
A falta de dadores pode criar situações mais graves durante a quadra festiva. O hospital, segundo Justino Tchequele, tem tentado obter sangue, sensibilizando membros das igrejas, funcionários públicos e de empresas privadas e população, através da emissora local da Rádio Nacional de Angola, mas pouco ou nada tem resultado.
“O número de mortes tem aumentado cada vez mais pela falta do sangue, sobretudo em crianças, mulheres grávidas com complicações durante o parto e vítimas de acidentes de viação”, disse.
A JMPLA está empenhada em criar uma associação de doadores permanentes para o hospital. “O projecto denominado dar sangue é dar vida, vai juntar 50 dadores voluntários”. Acrescentou que é imperiosa a doação permanente voluntária de sangue, para evitar mortes de mulheres grávidas, feridos graves e crianças. A secção de hemoterapia do hospital, que foi modernizada, dispõe de equipamentos novos. O centro de recolha de sangue tem cinco enfermeiros formados e seis estagiários ligados à área de atendimento. Tem capacidade para conservar 50 a 60 litros de sangue, suficientes para as necessidades de um mês.

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