Províncias

Incentivada a produção de café

Marcelo Manuel| Ndalatando

Os municípios de Samba Caju e de Lucala vão, nos próximos tempos, implementar um projecto de produção anual de dois mil milhões de mudas de plantas de café melhorado, com o propósito de elevar os níveis de produção cafeícola nas províncias de Malanje, Uíge e Cuanza Norte, avançou ontem, em Ndalatando, o director do Instituto Nacional do Café (INCA).

Defendida a elaboração de programas viáveis para que os jovens da região se interessem mais pelas actividades do campo
Fotografia: MARCELO MANUEL-CUANZA NORTE|EDIÇÕES NOVEMBRO

João Ferreira Neto salientou que a intenção é  produzir em média cerca de 30.000 toneladas de café anual, daqui a quatro anos, ao contrário das oito mil actuais.
O também engenheiro agrónomo frisou que o seu elenco desenvolve no município de Cazengo um projecto que assegura a preservação do café robusta “Café Cazengo”, através de um processo de investigação e reprodução da espécie, cujos canteiros estão a ser desenvolvidos no Centro de Investigação Agronómica do Quilombo.
O responsável adiantou que o Governo central está a intervir junto da banca nacional com o propósito de se criar condições de financiamento para os cafeicultores, em que os próprios bancos possam assumir alguns riscos e os produtores fazerem a amortização dos valores depois das colheitas.
“Queremos que os agricultores beneficiem de créditos rápidos e eficientes para aumentarmos as zonas de produção e depois estes pagarem o dinheiro do empréstimo de forma razoável” disse.João Ferreira Neto ressaltou que, durante o ano passado, o país teve uma produção de oito mil toneladas de café comercial, das quais mil já foram exportadas. Ressaltou que, a nível nacional, existem mais de 50 mil cafeicultores.
Em relação aos preços praticados para a venda do café, cerca de 500 kwanzas o quilo, o responsável considerou não estarem de acordo com o recomendado pelos mercados internacionais, mas em linha com os preços actuais da venda de divisas, o que em sua opinião garante um certo equilíbrio económico e valorização do produto.
A falta de meios e de condições adequados a nível dos campos agrícolas é apontada por João Ferreira Neto como um dos principais factores que condicionam a inserção ou adesão de um número considerável de jovens no sector agrário. O director do INCA entende que é necessária a elaboração de programas viáveis para que os jovens se interessem mais pelas actividades do campo, dando-lhes a oportunidade de criarem  oportunidades necessárias para que possam adquirir, através do trabalho, dignidade pessoal e garantir a saúde e o bem-estar da suas famílias.

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