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Índice de seroprevalência preocupa as autoridades

Marcelo Manuel | Bolongongo

Os municípios de Cazengo e Cambambe contam com 75 por cento dos 397 casos positivos de VIH/Sida, registados este ano no Cuanza Norte, enquanto os do Ngonguembo, Bolongongo, Banga e Quiculungo apresentam o menor número de seroprevalência, com dois casos cada.

Director provincial da Saúde no Cuanza Norte
Fotografia: Marcelo Manuel | Bolongongo

De acordo com o director provincial da Saúde, Domingos Quiala, no presente ano os serviços de saúde testaram 18.036 pessoas, com 397 resultados positivos, menos 281 em relação ao ano passado. Durante o período em referência, acrescentou, foram registados 92 casos com resultados indeterminados. Fez saber que em 2015 houve o registo de 32.659 testes, com 678 casos positivos. Domingos Quiala deu a conhecer que a província conta com centros de testagem e aconselhamento voluntário do VIH/sida a nível dos seus dez municípios, tendo avançado a existência de um stock de retrovirais e testes consideráveis.
O director provincial da Saúde disse que o baixo índice de seroprevalência a nível dos municípios de Ngonguembo, Bolongongo, Banga e Quiculungo resultam da preservação dos costumes tradicionais no que toca à fidelidade, associada à fraca frequência de pessoas de outras regiões do país, em função do mau estado das vias de acesso às referidas localidades.
Por outro lado, o representante da ANASO no Cuanza Norte, Domingos António, afirmou, em Bolongongo, a existência de casos de contaminação dolosa, um dos quais já levado a tribunal, onde o seu pelouro busca a colaboração daquela instituição judicial no sentido de tornar o caso público, com o objectivo de consciencializar as pessoas em relação ao que considera acto de má-fé.
“As pessoas que contaminam esta doença a outras por má-fé têm de ser responsabilizadas civil e criminalmente, para que possamos dissuadir a continuidade de actos do género”, disse Domingos António.
A instituição tem contribuído para a moralização e consciencialização das pessoas que vivem com o VIH/Sida, para além do apoio material com alimentação e outros bens aos doentes mais carenciados, conseguidos com a ajuda dos seus parceiros sociais.

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