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Instituto de Desenvolvimento Agrário satisfeito com os bons níveis de produção

Manuel Fontoura | Ndalatando

A província do Kwanza-Norte tornou-se auto-suficiente no consumo de alguns produtos básicos, como a mandioca, amendoim e milho, afirmou ontem em Ndalatando o chefe do departamento provincial do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA).

Responsável do Instituto de Desenvolvimento Agrário afirma que a província está a produzir em grande escala para o auto-sustento
Fotografia: Nilo Mateus|Ndalatando

A província do Kwanza-Norte tornou-se auto-suficiente no consumo de alguns produtos básicos, como a mandioca, amendoim e milho, afirmou ontem em Ndalatando o chefe do departamento provincial do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA).
Paulo Bungo mostra-se regozijado pelo facto de a província tornar-se auto-suficiente e disse que para a campanha agrícola 2011/2012, as previsões de produção para as culturas de sequeiro estão estimadas em 9.931 toneladas de milho, 600.000 de mandioca, 7.719 de amendoim, 13.724 de feijão vulgar, 1.236 de feijão macunde e  24.702 de batata-doce.
Bungo referiu que a última campanha de produção de hortícolas foi um sucesso, atendendo que  a província registou grandes quantidades de hortícolas diversas, com maior realce para a produção de tomate, estimada em mais de 15 mil toneladas.  O responsável do IDA disse que muitos desses produtos, sobretudo o tomate, deterioraram-se por dificuldade de escoamento do campo para os grandes centros de consumo, nas cidades, devido aos acessos degradados.
“Nos últimos tempos temos registado melhorias no escoamento dos produtos do campo para os grandes mercados, devido ao empenho do governo da província na reabilitação das vias de acesso.
A reabilitação das estradas tem servido de mola impulsionadora para os camponeses, porque vêem os esforços recompensados com os seus produtos a serem comercializados”, salientou Paulo Bungo. Os produtos locais são comercializados em grandes quantidades em vários mercados do país, sobretudo de Luanda e Malange. Durante a campanha agrícola 2011/2012, o departamento provincial do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA) pretende enquadrar 73.026 famílias camponesas, tendo já atendido, durante a primeira época de cultivo, 55.142 famílias, o que corresponde a 75,51 por cento do universo previsto.

Preparação de terras

A preparação de terras foi feita manualmente por grande número de famílias camponesas.
No total, foram preparados 66.942 hectares manualmente e 1.985 mecanicamente. No capítulo de aprovisionamento e distribuição de factores de produção, o departamento provincial do IDA recebeu da sua direcção geral mais de 30 toneladas de sementes diversas (milho, batata rena e feijão vulgar), além de grandes quantidades de instrumentos de trabalho em armazém.
Paulo Bungo referiu que cerca de 900 mil estacas de mandioca resistentes à virose foram produzidas localmente pelo departamento provincial do IDA no seu campo de multiplicação e distribuídas a 1.500 famílias dos municípios do Quiculungo, Bolongongo e Banga, carentes de variedades resistentes à virose.
O IDA e a UNACA na província registam 485 associações de camponeses e 100 cooperativas agrícolas. O engenheiro agrónomo Bungo fez saber igualmente que os técnicos das Estações de Desenvolvimento Agrário (EDA) instalaram 35 campos demonstrativos, onde participaram 327camponeses.
A assistência aos camponeses foi direccionada para a aquisição de conhecimentos técnicos e tecnologias modernas que possam incentivar o aumento da produção.
 No mesmo período, os mesmos técnicos montaram 21 campos de mandioca, oito de milho, quatro de amendoim e dois de batata-doce, onde foram demonstradas algumas técnicas, tais como o comprimento da estaca, o compasso, os amanhos culturais indispensáveis, o uso de fertilizantes químicos e de semeadores manuais, dentre outras técnicas de cultivo.

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