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Investimento no ensino já está a produzir frutos

Marcelo Manuel | Ndalatando

A província do Kwanza-Norte registou, desde o fim da guerra em Angola, em 2002, um total de 115 mil alunos inseridos no primeiro e segundo ciclo de ensino, segundo o vice-governador para o sector económico, Manuel da Silva.

A província do Kwanza-Norte registou, desde o fim da guerra em Angola, em 2002, um total de 115 mil alunos inseridos no primeiro e segundo ciclo de ensino, segundo o vice-governador para o sector económico, Manuel da Silva.
“Os investimentos feitos pelo governo local, durante os últimos anos, a nível do sector da Educação, permitiram o ingresso de 115 mil alunos, no primeiro e segundo ciclo”, disse Manuel da Silva, acrescentando que a província conta actualmente com mais de 400 bacharéis, formados pela Escola Superior Pedagógica, que nas diferentes instituições de trabalho aplicam o seu saber no desenvolvimento da região.
O vice-governador do Kwanza-Norte, que falava nas festividades do 22 de Novembro, Dia Nacional do Educador, afirmou que o professor deve zelar pela sua preparação académica e científica.
O professor não deve primar pela imposição da sua autoridade perante dos alunos, mas sim conquistá-los, através da sua capacidade de transmissão de conhecimentos, carinho e dedicação, salientou.
Em sua opinião, o docente deve criar uma relação amena com os alunos e permitir a participação activa do estudante na aula, com o objectivo de contrariar o princípio de que este é apenas um objecto, que depende inteiramente de tudo o que o seu mestre lhe incute.
Entre outras realizações do sector da Educação, Manuel da Silva apontou a abertura, no presente ano, da Escola Superior Politécnica, que ministra cursos de Gestão Informática, Contabilidade e Análises Clínicas, nos graus de licenciatura. Em relação à alfabetização, frisou que o Kwanza-Norte conta actualmente com 19.500 alfabetizados, dos quais 14.400 são mulheres. Para o êxito do programa de alfabetização, o Estado tem 478 professores, dos quais 178 contratados e remunerados pelas administrações municipais e 300 pagos pelo Ministério de tutela.
O ensino especial funciona com cerca de 153 crianças, que estudam em salas específicas, e dispõe de 22 docentes especializados.
Em seu entender, a distribuição da merenda escolar em algumas escolas da província permitiu a redução do número de faltas e desistências, além de ter melhorado o estado nutricional da criança.
O director da Educação, Velinho de Barros, reconheceu que, apesar de ainda haver algumas dificuldades, passados 35 anos, a condição social do professor mudou para melhor, principalmente no que toca à remuneração salarial.

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